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sábado, 11 de outubro de 2014

Meu Aviãozinho Querido ...


Aécio Never está tão ligado a Privataria Tucana que já não consegue mais separar o público do privado e contrói 5 aeroportos em cidades com menos de 25 mil habitantes que ficam próximas a suas fazendas. O mais famoso é o aeroporto de Cláudio que construiu e entregou as chaves para o Titio.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

O 171 das gerais ainda quer ser Presidente

Será que alguém do funcionalismo público mineiro terá coragem de votar neste 171?


sábado, 15 de dezembro de 2012

Campanha pela Redução da Conta de Luz

Divulgue esta campanha de redução da conta de Luz que Aécio e Anastasia é contra que não está preocupado com a população e sim com os lucros de alguns empresários.

 



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Aécio e Anastasia vão dizer a verdade porque não querem conta de luz mais barata para a população?


Do Portal Vermelho:

O que é que Fernando Henrique Cardoso e os tucanos vão dizer para o povo? Que é preciso respeitar os privilégios abusivos que os especuladores obtiveram com as regras que o governo tucano criou no momento da privatização da Eletrobrás e das empresas produtoras e distribuidoras de energia elétrica no Brasil?

Por José Carlos Ruy

O esforço do governo federal para reduzir as tarifas de energia elétrica em pelo menos 20% esbarra na intransigência dos governos tucanos de São Paulo (Geraldo Alckmin), Paraná (Beto Richa) e Minas Gerais (do PSDB de Aécio Neves), que não aceitaram negociar a renovação das concessões da Cemig, Cesp e Copel.

A consequência foi uma decepção geral, como reconheceu o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, nesta quarta-feira (5). A não adesão dos governos tucanos dos três estados levou ao anúncio de uma redução tarifária inferior, de 16,7%, pelo secretário executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann.

Igualmente inconformada, a presidenta Dilma Rousseff declarou, durante um evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (5) que o governo federal vai manter o objetivo de reduzir a tarifa non nível que ela anunciou em 7 de setembro (20,2% no mínimo). “Reduzir o preço da energia é uma decisão da qual o governo federal não recuará, apesar de lamentar profundamente a imensa falta de sensibilidade daqueles que não percebem a importância disso”, disse. Para Dilma, a redução das tarifas elétricas é uma das ações mais importantes para a redução dos custos de produção na economia ao levar à diminuição dos custos de investimentos e ao crescimento sustentável do país.

Ela também atribuiu o valor anunciado hoje (16,6%) à intransigência das empresas concessionárias dirigidas pelos governadores tucanos de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. E anunciou que, em 2013, o governo vai redobrar os esforços para reduzir as tarifas, cuja queda, comparou , tem importância semelhante à redução da taxa de juros.

“Quando perguntarem para onde vão os recursos do governo, orçamentários do governo, uma parte irá para suprir a indústria brasileira e a população brasileira, aquilo que outros não tiveram a sensibilidade de fazer. Nós somos a favor da redução dos custos de energia no país e faremos isso porque é importante para o país”, disse a presidenta.

Especuladores resistem contra o corte de privilégios

O governo vem travando, desde setembro, um braço de ferro com as concessionárias de energia elétrica. O governo propõe renovar por até 30 anos as concessões de geração, transmissão e distribuição que vencem entre 2015 e 2017. Em troca deste alargamento do prazo de concessão, as empresas teriam que aceitar uma redução remuneração dos serviços que prestam.

Esta proposta foi materializada na MP 579/12, publicada no Diário Oficial da União em 17 de setembro, e que tramita no Congresso Nacional.

As empresas concessionárias, por sua vez, defendem os altos ganhos que vêm mantendo desde que foram privatizadas, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Consideram baixa a remuneração prevista nas novas condições dos contratos de concessão (o governo fala em lucro médio de 10%, face aos atuais que vão de 15% a 25% ou mais), e reclamam também – e este talvez seja o braço de ferro – das indenizações previstas para a renovação dos contratos cujo valor deve ficar, no cálculo do governo, em 20 bilhões de reais. Estas indenizações se referem à amortização de investimentos feitos pelas empresas e à perda de receitas futuras.

O diretor geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Nelson Hübner, foi claro a respeito, e considerou “muito alta” a remuneração recebida atualmente pelas concessionárias, dizendo que elas “terão que se readaptar” às novas condições definidas pelo governo.

Hübner explicou que grande parte da tarifa cobrada aos consumidores (sobretudo indústrias e famílias) de energia elétrica inclui a amortização de investimentos feitos que, “uma vez amortizados, restam operação e manutenção”.

Na mesma linha de raciocínio, o secretário geral do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, defende que, uma vez amortizados, estes bens (os equipamentos e as instalações das empresas concessionárias de energia elétrica) pertencem à sociedade, não aos acionistas das empresas. Trata-se de um bem público concedido para a exploração privada por tempo determinado. “Não estamos propondo remuneração de ativos amortizados porque esse é um valor que tem de ir para a sociedade e não para o Tesouro Nacional, como aconteceu em situações anteriores”, disse em audiência pública no Senado. “Um ponto importante a ser considerado (envolve) a decisão de que esses valores sejam levados à sociedade, respeitando todo os contratos e não para acionistas de empresas que estão mudando princípios básicos para se apoderarem de recursos que são da União”.

O capitalismo sem risco dos tucanos

Entretanto, os ganhos especulativos se acumulam sobre estes ativos, explicou Hübner. “Tínhamos uma base de ativos totalmente depreciados e os retornos para os proprietários desses ativos eram enormes. Agora é a hora de levarmos o retorno disso para a sociedade que pagou por essa amortização de ativos”, disse. Isto é, as empresas continuam cobrando na conta de luz a remuneração de ativos que já foram amortizados, remuneração que deveria deixar de existir uma vez que o valor investido já foi reposto. Há situações em que as empresas cobraram duas ou três vezes o valor correspondente à construção da usina geradora de energia elétrica ou aos equipamentos necessários para sua distribuição.

É o capitalismo sem risco, e com ganhos exorbitantes, consolidado no Brasil pelo governo tucano de Fernando Henrique Cardoso.

Em outra audiência, na Câmara dos Deputados, Zimmermann referiu-se a este privilégio especulativo defendendo uma postura pública contrária a ele. “É importante que você não beneficie apenas meia dúzia de acionistas, mas sim toda a sociedade”, disse. “Não posso dar direito de um rio a uma concessionária para ficar eternamente remunerando e pagando duas, três vezes o investimento que ela faz”.

Outra reclamação das empresas diz respeito à base de cálculo das indenizações. O governo usa o valor histórico das concessões que vencerão em 2015 e 2017 – isto é, o valor investido pela concessionária quando venceu a licitação e assumiu o controle das empresas, calculado em 18,7 bilhões. As empresas querem o privilégio de serem contabilizadas pelo valor de mercado atual (de R$ 32,7 bilhões), e pleiteiam mais R$ 14 bilhões no cálculo da indenização. O governo não aceita pois os investimentos feitos, que geraram estes ativos, foram amortizados há muitos anos. Já estão pagos.

A enorme resistência que o governo enfrenta para reduzir as tarifas dá uma dimensão do vulto dos interesses especulativos envolvidos. A privatização promovida por Fernando Henrique Cardoso fatiou o sistema Eletrobrás e deu o controle da produção e distribuição da energia elétrica a grandes grupos capitalistas brasileiros e estrangeiros. Na esteira da privatização veio a mudança nos critérios de composição da conta de luz. Desde a década de 1970 eles incluíam a operação e manutenção das empresas, mais uma taxa de remuneração dos investimentos. Com a privatização, a conta de luz passou a incluir também os custos financeiros das empresas concessionárias, entre eles pagamentos de dívidas e juros. O custo da tarifa de energia elétrica deu um salto, colocando o preço deste bem – cuja produção, no Brasil, é muito barata – no topo entre as mais caras do mundo.

Os tucanos dificilmente levarão este debate para as ruas. Não vão falar disso para o povo; aliás, vão esconder. E, como sempre, defender o dogma do “respeito aos contratos” que, na verdade, significa, respeito aos ganhos exorbitantes do capital.

Mais honesta, neste sentido, foi a Associação dos Investidores no Mercado de Capitais (Amec). Na carta ao secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, defendeu que “não se pode admitir, com a devida licença, que o interesse público que justificou e autorizou a criação de uma sociedade de economia mista seja, posteriormente, transformado em interesse social como forma de justificar a prática por parte de sua administração de atos contrários ao interesse econômico da companhia”. Traduzido em bom português, os interesses do capital estão acima do interesse social!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O Que Faz a Insensatez Humana

Que justiça é essa capaz de mandar fazer uma desocupação onde milhares de familias são destruídas tudo em nome do capital? O que passa na cabeça de um prefeito, governador e presidente que deixa essa barbaridade acontecer? E dos políciais que executaram essa barbarie, muitos dos quais vieram de classes baixas como esse povo?

Em pleno século 21, o "Ser Humano" volta a agir com seus instintos mais primitivos.



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Dois Deputados Petistas se aliaram a Demos e Tucanos que pagaram os menores salários da história

Do Vi o Mundo

Infidelidade partidária, quinze reais ou trinta moedas?


por Rogério Mattos Costa, de Madrid


Durante o governo Lula, o salário mínimo subiu em valor real mais do que 300%.

Mas na votação de ontem, tucanos e demos, que praticaram o menor salário mínimo de toda a história do Brasil quando estavam no governo, queriam R$ 15,00 a mais no salário mínimo fixado pela presidenta Dilma para 2011. Objetivo: “rachar a base aliada”,  provocar a divisão dos deputados que apóiam o Governo da Presidenta Dilma, do PT.

Acontece que entre os 376 membros da base aliada na Câmara dos Deputados, somente os senhores deputados Francisco Praciano e Eudes Xavier, do mesmo PT, votaram a favor dessa proposta dos seguidores de FHC e ACM e dos demais filhos e netos da ditadura militar.

Em defesa de sua infidelidade, alegaram não quererem ser “constrangidos pelas suas bases”…

Valeria a pena perguntar se esses deputados tem a mínima idéia de quanto valeu, durante os ataques da mídia que queriam derrubar Lula,  a unidade da base governista…

Quanto terá sido o valor em reais, para a classe trabalhadora brasileira, a unidade, mesmo tênue, que a base aliada teve durante o Governo Lula , no Congresso?

Quantos reais terão ido aumentar a qualidade de vida dos brasileiros e brasileiros durante o governo Lula porque o presidente podia contar com deputados que aprovassem suas leis, seus decretos, como aqueles que criaram o Bolsa-Familia, o Pro-Uni, a Petrosal?

Será que 15 reais por dia mês valem os 15 milhões de empregos gerados?

Ou será que 15 reais valem os 1 milhão de alunos de origem pobre que puderam entrar para a Universidade?

Ou será que mediante 15 reais por mês, a classe trabalhadora brasileira gostaria de trocar Lula por Serra, ou por Alckmin?

Será que os trabalhadores, que amargaram o menor salário de toda a historia do Brasil durante o governos Itamar e FHC, iriam gostar de ver vocês dois, deputados Francisco Praciano e Eudes Xavier, de braços dados e tapinhas nas costas com ACM Neto, Agripino Maia, Rodrigo Maia e outras figurinhas carimbadas, “por um salário R$ 15,00 maior do que o proposto pela Presidenta Dilma e o PT”?

Não que quinze reais sejam pouco, mas quanto valerá , para os trabalhadores, terem Dilma na Presidencia, e uma base aliada unida, com o Congresso apoiando maciçamente seu governo?

Se vocês tem medo de serem cobrados por esses 15 reais, senhores deputados, sugiro que façam aos trabalhadores de sua base, as seguintes perguntas: “O que vocês querem ? Mais quinze reais agora ou Lula e Dilma com força no Parlamento, sempre?”

Ainda bem que foram só 2 votos em mais de 370 da base aliada…

Será então, que todos os demais deputados da base aliada estão errados e só o Francisco Praciano e o Eudes Xavier estão certos, junto com aqueles que querem acabar com o Blsa-Familia, com o Pro-Uni, com o próprio salário mínimo?

Deve ter sido fácil ser eleito deputado pelo PT, agora que Lula mostrou como o partido está preparado para governar…

Mas uma vez eleitos pelo PT, Praciano e Eudes e todos os que se beneficiaram da sigla precisam aprender a repartir, eventualmente,  os sacrifícios que forem precisos serem feitos para manter o poder que foi conseguido nas urnas!

Não é possível nem ético querer “aparecer como bonzinho”, e com isso ganhar espaço na mídia ( que detesta Lula e Dilma, que xinga Lula e Dilma),ganhando o “status” de “dissidentes” da Folha, só por 15 reais a mais, na hora em que todos os demais deputados arcam com o desgaste de ter que defender um salário mais baixo do que os tucanos e demos defendem agora, mas que negaram quando estavam no governo.

É como num jogo de futebol: se quando a gente ganha um jogo a gente festeja e comemora, mesmo quando não fomos nós que fizemos os gols do nosso time, quando se perde ou se empata, a gente não pode procurar os holofotes e as câmeras para culpar a nossa defesa, o nosso goleiro, o nosso ataque…

Por que Francisco e Eudes, ao invés de votarem de braços dados com os tucanos e demos contra a proposta do seu partido e da sua presidenta, não fizeram como todos os demais  e criticaram a hipocrisia desses fariseus que querem dar mais quinze reais de salário agora, mas no seu tempo de governo praticaram o pior salário de todos os tempos no Brasil?

Nem só de pão vive o homem, senhores deputados Francisco Praciano e Eudes Xavier.
Educação política também é obrigação dos parlamentares do PT!

Não se esqueçam, deputados Praciano e Xavier, que pelo dobro das 15 moedas, um outro homem fraco de opinião, que não queria ficar mal visto com os maiorais, traiu seus amigos e ao próprio Jesus, que eram todos homens valentes e decididos, exatamente porque não quis ficar mal com os fariseus de outrora, que na verdade, eram até menos hipócritas e dissimulados que os fariseus de hoje.

E não esqueçam também que, aí no Brasil, Joaquim Silvério dos Reis, também é lembrado até hoje, exatamente por que não quis “passar por constrangimentos” e fez aquilo que nós sabemos que fez.

Governo Lula qualificou 34% dos trabalhadores

Do Conversa Afiada

Saiu no Globo online:

Emprego: taxa de desocupação é de apenas 3,1% para quem tem faculdade, diz IBGE.


RIO – O diploma da faculdade já garante a milhares de brasileiros o pleno emprego. Levantamento exclusivo do IBGE, nas seis principais regiões metropolitanas do país, mostra que a taxa de desemprego da população que tem nível superior atingiu em 2010 seu menor nível em oito anos: 3,1% – quase a metade da média nacional (6,7%). Segundo especialistas, é o mesmo que dizer que praticamente não falta trabalho – ainda que, muitas vezes, fora da área da formação – para quem passou pelos bancos universitários.


O aumento da qualificação fora da universidade também chama a atenção. Segundo o IBGE, o país encerrou 2010 com 7,6 milhões de pessoas, 34,1% do total de trabalhadores nessas seis regiões metropolitanas, com algum curso de qualificação concluído ou em andamento. É mais que o dobro dos 3,7 milhões de trabalhadores nessa condição em dezembro de 2002.


(…)

Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Organizações Globo: As Máscaras começam a cair

Durante muito tempo as Organizações Globo manipularam e alienaram o povo de acordo com seus interesses numa parceria política e mídia (Leia-se PSDB e DEM).

Mas acharam que sua onipotência era tão grande que não mediram as consequências e hoje o povo começa a descobrir realmente os interesses de quem as Organizações Globo defendem e, não são os do povo.

Polícia Política de Alckmim/Serra reprime com violência manifestação contra aumento das passagens de ônibus em SP



COMUNICADO DO SINTUSP FRENTE À BRUTAL REPRESSÃO AO ATO CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS EM SP

A Policia Militar desferiu na tarde de hoje, 13 de janeiro de 2011, uma truculenta repressão contra cerca de mil pessoas, que se manifestavam em ato contra o inadmissível aumento da passagem de ônibus, anunciada pelo prefeito Gilberto Kassab, do DEM, para R$ 3,00.

O ato, convocado pelo MPL – Movimento Pelo Passa Livre – saiu do Teatro Municipal e, quando estava na Av. Ipiranga, a repressão começou. Os estudantes, trabalhadores, integrantes dos movimentos sociais, e a população, que aderiu ao ato espontaneamente pela justeza de sua demanda, foram repentinamente e violentamente reprimidos com balas de borrachas e bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo.  Não contentes com esta truculência, os policiais saíram em rondas, perseguindo as pessoas, e dando continuidade às agressões. O saldo são 30 pessoas presas no 3º Distrito Policial, e cerca de 10 estudantes feridos.

Não bastasse isso, os policiais saíram em rondas, seguindo com as agressões e prendendo dezenas de manifestantes, que nesse momento estão no 3º Distrito Policial.Enquanto a desgraça das famílias atingidas pelas enchentes se repete mais uma vez, a polícia do governador Geraldo Alckmin reprime os estudantes que se colocam ao lado do povo pobre desse país, que é quem sofre com as enchentes, com os aumentos do transportes e o  caos da saúde.

O prefeito de SP Kassab e seu aliado Alckmin demonstram que quando se trata de agir contra a tragédia das enchentes que lançam as famílias na miséria, a ação não existe. Porém, quando se trata de agir contra os trabalhadores, estudantes e jovens que se mobilizam pelos seus direitos a resposta é rápida. E vem sob a forma de bombas , cacetetes e balas de borracha.

Neste momento, cerca de 100 estudantes e representantes do MPL, Sintusp, Conlutas,  LER-QI, PSTU, DCE da UNESP, Diretório Acadêmico da Fundação Santo André, outras organizações democráticas, sindicaise da esquerda encontram-se diante da delegacia onde estão os presos. Chamamos todos os setores democráticos da sociedade, os sindicatos e as organizações populares e de esquerda e repudiar essa agressão criminosa do governo estadual, exigindo a imediata libertação dos estudantes presos e dando continuidade à luta contra o aumento da passagem de ônibus.

O 3º Distrito Policial fica na Rua Aurora com a Av. Rio Branco.

SINTUSP – Sindicato de Trabalhadores da USP

sábado, 16 de outubro de 2010

Opus Dei: O mundo Subterrâneo da Igreja Católica

A CNBB virou comitê central de campanha?

por Emílio Carlos Rodriguez Lopez*
A Dom Luciano Mendes de Almeida, o amigo verdadeiro  dos pobres.

Participo de movimentos na Igreja Católica, desde 1979. Primeiro, na Pastoral de Juventude, onde me tornei coordenador da região Leste 1 da Arquidiocese de São Paulo, na ocasião coordenada por Dom Paulo Evaristo Arns. Lá conheci Dom Luciano Mendes de Almeida e o vi, muitas vezes, ceder a sua cama para um mendigo dormir ou repartir o pão. Este homem foi durante os anos críticos do final da ditadura um exemplo de moderação, o que falta hoje entre os atuais bispos.

Durante cinco anos fui coordenador do projeto de formação política e comunicação da região Leste 1. Na década de 80, ajudei na campanha de Plínio de Arruda Sampaio a deputado federal e a governador, participei da campanha de Chico Whitacker para vereador e do Plenário Pro Participação Popular na Constituinte e na campanha contra a revisão da Constituição. Também fui um dos coordenadores da Juventude Universitária Católica.

Tenho dois filhos lindos consagrados à Nossa Senhora de Fátima e agradeço a intercessão de Nossa Senhora Aparecida por salvar a vida da minha filha, que com sete dias de existência passou por uma cirurgia cardíaca e mais quarenta e cinco dias na UTI. Por tudo isso e, ainda amar a vida,  sempre fui contra o aborto.

Nos últimos tempos, estou assistindo atônito e envergonhado o apoio ostensivo de bispos paulistas ao candidato à Presidente da República, José Serra. O pretexto de tal apoio seria a posição deste cidadão ser contrário ao aborto e defensor da vida. Oras, mesmo para defender esta causa santa não há a necessidade de tanto alarde e exploração mal intencionada do assunto, visto que os quatro principais candidatos têm posição contrária a esta prática.

Recentemente, a Regional Sul-1 da CNBB lançou um manifesto anti-Dilma, acusando-a de defender o aborto. A complacência da CNBB fez com que setores conservadores  usassem a autoridade eclesiástica para cercear o direito ao voto dos católicos e, além dos mais, permitiu que se espalhassem boatos maldosos e caluniosos contra uma pessoa.

Esta campanha foi organizada pela Opus Dei, que funciona como um partido clandestino dentro da Igreja Católica contra o PT e Dilma e a favor de Serra. Esse grupo tem como premissa à defesa da vida. Para eles, a Opus Dei, o ato de viver se resume a nascer. Desse modo, para a Opus Dei reduzir a miséria e melhorar as condições de vida de milhões de brasileiros não é promover a vida. Assim como, para eles, também não é promover a vida dar condições para o povo comer carne e ter emprego.

Esta concepção restrita da defesa da vida esconde a intenção da Opus Dei de usar a religião para fins políticos eleitorais e transformar o altar em local de comício para dominar o Brasil.  A Opus Dei é uma organização católica de extrema direita que não aceita pobres entre seus membros e que apoiou a ditadura fascista na Espanha e em muitas outras partes do mundo, inclusive no Brasil. Além dos tentáculos econômicos poderosos que levaram a práticas de lavagem de dinheiro no Banco Ambrosiano – caso da Máfia da P2 -, domina Faculdades na Espanha e tem representantes em diversos veículos da mídia, inclusive da brasileira

Por tudo isso, não é possível tolerar que falsos democratas e amantes de ditaduras façam da defesa da vida um pretexto para atacar da forma mais vil um ser humano, lançando sobre uma mulher um leque de grosserias e inverdades.

Essa cabala, aliás, age como o arcebispo de Recife ao excomungar uma menina de 9 anos de idade que foi violentada e daria luz a uma criança. Ocorre que se tivesse o bebê ela poderia falecer durante o parto, visto que fisicamente não tem condições de ter uma criança. Essa menina que já havia sofrido enorme violência ao ser estuprada foi excomungada pelo religioso, assim como toda a equipe médica. Este drama humano mostra a hipocrisia de uma Igreja mais preocupada  em punir do que em amar ao próximo. Se a menina morresse, não seria também atentar contra a vida? Quantas mulheres não passam por essa difícil situação e não encontram uma só palavra de amor.  Provavelmente só ouvem rancor e ódio, além de sentir o preconceito.

Quem age contra uma criança excomungando-a também age inquisitoriamente contra uma mulher, cujo único pecado é amar os pobres e querer continuar o trabalho do atual presidente que está gerando a prosperidade para os brasileiros e concretizando a vida em abundância, ou seja, concretizar o ideal bíblico da terra onde corre leite e mel. Isto a Opus Dei, uma organização elitista, voltada para os ricos, não perdoa. Por isso, odeiam tanto o Lula e o PT.

Por último, há uma diferença entre o Cristo que carrego dentro de mim e o desta gente. A Opus Dei e setores elitistas da Igreja são os continuadores dos fariseus, doutores da lei, que segundo Jesus Cristo usavam a religião como arma de dominação sobre os mais pobres. Eles se esquecem que Jesus vivia no meio dos mais pobres e humildes, nasceu na manjedoura e não em berço de ouro. Por que será que um simples pescador foi o sucessor de Cristo? E não se esqueçam de que as mulheres, as mais oprimidas naquele tempo, ficaram com Jesus até o fim,  entre elas estava uma prostituta, Maria Madalena. Ah, não foram os sumos sacerdotes e os fariseus que condenaram Jesus a morrer na cruz?

Enfim, coberto de cinzas, para expressar a minha vergonha como católico praticante, pergunto que religião é esta que semeia o ódio e não o amor, como manda Jesus?

Observação: Se quiserem me excomungar, como ameaçou o padre da Canção Nova (ele pensa que estamos na Idade Média), excomunguem. Ao menos, saberei que estou seguindo os passos de outros santos, como São Francisco que sofreu processo de  heresia pelo Papado na Idade Média, por pedir uma Igreja simples e despojada de bens materiais.

* Emílio Carlos Rodriguez Lopez, mestre em História Social pela Universidade de São Paulo