Mostrando postagens com marcador O GLOBO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O GLOBO. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

PT responde às acusações do PSDB e da Revista Veja

Justiça Eleitoral concede direito de resposta ao PT pelas acusações sem prova feitas por Índio da Costa, vice de Serra e pela Revista VEJA.

domingo, 1 de agosto de 2010

Professores da UFRJ desmentem matéria do Globo

Fonte: www.tijolaco.com


Minerva,a deusa da sabedoria e símbolo da UFRJ, não desdenhava da lança para combater
O post que fiz mais cedo com o compromisso da Dilma com a educação – inclusive com a universidade pública, me fez lembrar que recebi por e-mail carta da professora doutora da Coordenação de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Leda Castilho, enviada – e naturalmente não publicada – a O Globo em resposta à matéria do dia 11 de julho  intitulada “Ensino superior, mas nem tanto”, na qual o jornal destacava aspectos negativos da instituição e omitia os novos investimentos feitos pelo governo Lula.

Além da matéria tendenciosa, que se valeu de exemplos isolados para tentar desvalorizar a instituição federal, a professora da Coppe questionou a repetição desse tipo de reportagem negativa sempre às vésperas das inscrições no vestibular e por que O Globo não relata a preferência do mercado de trabalho por profissionais da UFRJ, mesmo com as precarieades que o jornal aponta.

Leda Castilho desafiou O Globo a escrever sobre as obras em andamento na UFRJ, e tocou na ferida que não interessa ao jornal carioca, principalmente nessa época de eleição presidencial, de comparar os investimentos nas universidades federais durante os anos de governo tucano e no período de Lula.

Com elegância, mas indo no ponto, a acadêmica afirmou que “se a UFRJ, na década de 1990, soube manter a excelência de seu ensino mesmo frente ao descaso e ao abandono de então, por parte do governo federal, certamente não será nesta década, marcada por muitos novos investimentos, mais verbas e novos docentes, que deixaremos de oferecer um ensino superior do mais alto padrão.”

O Globo teve que engolir essa ao achar que faria uma matéria tendenciosa sem a reação de um público qualificado como o dos profesores universitários. Com a matéria desonesta revelou o tipo de jornalismo que pratica e por que teme tanto e boicota a existência de um debate mais amplo sobre os meios de comunicação. O Globo quer continuar a fazer seu mau jornalismo impunemente. O direito de resposta que oferece é a seção de carta dos leitores, mas desde que não sejam muito incômodas como a dos professores da UFRJ. É incrível como O Globo se parece com Serra, que também evitou enfrentar a reunião da SBPC, como comentei mais cedo aqui, para não ser questionado sobre a terrível política tucana para a educ ação superior nos oito anos de governo de Fernando Henrique Cardoso.

A carta da profesora Leda Castilho mereceu a solidariedade da comunidade acadêmica da UFRJ, que ficou profundamente ofendida com a matéria. Os professores da mais tradicional universidade pública do país acusaram o jornal de não estar aberto à pluralidade de pontos de vista que caracteriza um jornalismo sério e de qualidade. Ivana Bentes, professora e diretora da Escola de Comunicação, responsável pela formação de futuros jornalistas, externou em carta aberta ao jornal que “uma matéria como essa fere o que entendemos como Jornalismo crítico, não editorializado, com fontes  diversas, que mostra os ’dois’ lados (e os diferentes lados) da questão”. E Ricardo Medronho, professor da Escola de Química, afirmou que a matéria “representa tudo o que não se espera encontrar em um jornal da qualidade de O Globo.”

Com todo o respeito aos professores, O Globo já abandonou compromisso com o bom jornalismo, respeito à ética e qualidade há muito tempo. Nos períodos eleitorais, o jornal se excede nos padrões de manipulação com sua posições francamente contrárias ao atual governo. Não foi por outro motivo que recentemente Lula classificou de “vergonhosa” a manchete do jornal que sugeria que o Brasil abandonasse o pré-sal por conta do recuo europeu e dos EUA na exploração de petróleo após o vazamento da BP no Golfo do México.

O Globo é um jornal aético, antipatriota, desonesto e covarde. Reporduzo abaixo a carta da professora Leda como bom exemplo disso.

“Ilmo. Sr. Editor d`O Globo:

Foi com surpresa e indignação que li a reportagem (com chamada de 1ª página) de domingo, 11/7/10, intitulada “Ensino superior, mas nem tanto”. A matéria toma exemplos isolados para destacar apenas aspectos negativos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ignorando o excelente desempenho apresentado pelos seus egressos em concursos e em provas nacionais como o ENADE, desempenho este confirmado pela preferência do mercado de trabalho por profissionais formados na UFRJ.  

Mostrando números oriundos de uma única fonte, a matéria ignora dados públicos disponíveis no site da PR3-UFRJ que demonstram que, em 2009, foram iniciadas e/ou licitadas inúmeras obras (salas de aula, restaurantes universitários, bibliotecas etc.), financiadas pelo programa do governo federal REUNI, de expansão das universidades federais. A matéria ignora, ainda, que a adesão ao referido programa foi voluntária e amplamente discutida nos colegiados de cada uma das faculdades envolvidas. Nenhuma decisão de aumento de vagas foi tomada de forma irresponsável. A contratação, somente em 2010, de 500 novos  professores e o aumento em cerca de 10 vezes (de 3,6 para 34,6 milhões de reais), entre 2003 e 2008, das verbas de investimento repassadas pelo governo federal à UFRJ são uma prova disso.

O número de vagas nas universidades federais aproximadamente dobrou entre 2003 e 2008, como diz a matéria. É fato notório que, em empreendimentos de qualquer tipo, aumentos de tamanho/quantidade resultam em ganhos de escala. Portanto, considerando que as universidades federais agora atendem ao dobro do número de alunos, com manutenção do valor por aluno investido pelo MEC (alteração de apenas 3,8%, de R$ 15.341 para R$ 14.763), chega-se a uma conclusão diferente daquela sugerida pela matéria: levando-se em conta o ganho de escala, certamente as condições de financiamento hoje são melhores do que antes.

O campus da Ilha do Fundão tem fluxo diário de pessoas aproximadamente igual ao dobro da população da Cidade de Deus e área ocupada similar à de Ipanema e Leblon juntos. Se os índices de criminalidade mencionados na matéria forem comparados àqueles registrados nos dois nobres bairros da cidade, certamente a conclusão será de que é mais seguro transitar pelo Fundão do que por Ipanema. Por que não fazer uma matéria levantando tais dados?

Nos últimos anos, vêm se repetindo, sempre às vésperas das inscrições no vestibular, matérias negativas sobre a UFRJ n`O Globo. Por que o jornal não publica matérias extensas sobre a UFRJ também em outras épocas do ano? Por que o jornal não relata a preferência do mercado de trabalho por profissionais formados na UFRJ?

O MEC e a UFRJ estão tomando ações concretas com o objetivo de que nossa universidade continue oferecendo um ensino de alto padrão, a um número ainda maior de brasileiros. O campus da Ilha do Fundão está passando por uma revolução que o transformará, ao longo da década que ora se inicia, em uma cidade universitária de dar inveja às universidades dos países mais ricos.

Eu gostaria de desafiar O Globo a fazer uma matéria sobre as obras atualmente em andamento na UFRJ, dando maiores informações ao grande público sobre o Plano Diretor UFRJ 2020 (www.ufrj.br).

Se a UFRJ, na década de 1990, soube manter a excelência de seu ensino mesmo frente ao descaso e ao abandono de então, por parte do governo federal, certamente não será nesta década, marcada por muitos novos investimentos, mais verbas e novos docentes, que deixaremos de oferecer um ensino superior do mais alto padrão. E certamente seremos capazes de fazê-lo para um número ainda maior de brasileiros.
Atenciosamente,
Profa. Dra. Leda R. Castilho
COPPE/UFRJ

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Serra afirma que salário mínimo será reajustado 'quando possível'



 

Publicado em 26/07/2010, 16:55



O candidato a Presidência da República, José Serra (PSDB), o prefeito Kassab (DEM) e o candidato vice, Índio (DEM), durante encontro com Grupo de Líderes Empresariais (LIDE) realizado no hotel Grand Hyatt (Foto: Marcelo Justo/Folhapress)

São Paulo – O candidato do PSDB à presidência, José Serra, afirmou, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (26), que sua política de reajuste de salário mínimo será de melhorar "quando for possível". Ele não apresentou mais detalhes de quais condições estabeleceria para considerar o aumento.

Questionado pela reportagem da Rede Brasil Atual sobre sua proposta de política de reajuste do salário mínimo, Serra evitou dar detalhes sobre o tema, após participar de uma palestra-almoço com empresários do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo.

Desde 2007, o governo federal mantém um acordo com as centrais sindicais sobre o tema. A fórmula usa a variação da inflação e do Produto Interno Bruto (PIB) para definir o novo piso salarial nacional do país. Na quinta-feira (22), Dilma Rousseff (PT), afirmou que assumiria o compromisso de manter o padrão de reajustes. Marina Silva (PV) ainda não se pronunciou a respeito.

Durante o almoço com empresários, Serra preferiu centrar suas críticas aos aeroportos, ao MST e à economia brasileira. O candidato voltou a citar a transferência dos aeroportos para a iniciativa privada, mas relativizou a importância da Copa do Mundo de 2014 e a sobrecarga dos aeroportos brasileiros. "A Copa não é tudo isso", disse. "O aeroporto de São Paulo já atende 100 mil na época da Fórmula 1", citou.

Convidado pelo anfitrião do evento, João Dória Junior, a fazer uma viagem em voo comum, não de jatinho, o tucano disse que é possível que aceite.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Previdência tem R$ 400 bi de créditos a receber

Segundo ministro, nem todo montante chegará aos cofres públicos, pois muitas das empresas que deviam à Previdência já nem estão em operação
Agência Estado

A Previdência Social tem R$ 400 bilhões de recuperação de créditos a receber. O ministro Carlos Eduardo Gabas admitiu, no entanto, que nem todo o montante chegará aos cofres públicos, porque muitas das empresas que deviam à Previdência já nem estão em operação. Mas ele quer que a Receita Federal agilize o processo de cobrança. "Esta é uma preocupação que temos. Não é uma responsabilidade do Ministério da Previdência, mas está no nosso radar e estamos conversando com o Ministério da Fazenda", disse nesta quinta-feira (22).

No primeiro semestre deste ano, a recuperação de créditos da Previdência foi de R$ 4,571 bilhões, montante 14,9% inferior ao do mesmo período do ano passado, quando somou R$ 5,373 bilhões. "Há R$ 400 bilhões a receber para a Previdência e tivemos apenas R$ 770 milhões no mês", comparou. Em junho, o saldo foi de R$ 770,7 milhões, um incremento de 12,7% em relação ao mesmo mês de 2009 (R$ 683,8 milhões). O mês passado foi o primeiro a registrar crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior desde o começo de 2010. Para se ter uma ideia, em maio houve uma queda de 17,8%, já que o recebimento foi de R$ 988 milhões ante R$ 1,203 bilhão de maio de 2009.

Gabas explicou que a recuperação menor em 2010 deve-se ao programa de parcelamento de débitos da empresa, o Refis, que durou até o ano passado. "Uma empresa que tinha parcelamentos antigos, mesmo que estivesse em dia, entrou em uma renegociação do parcelamento", considerou. A regra do refinanciamento determina que, após a consolidação de todos os débitos com a Receita, a empresa passa a pagar as parcelas. Enquanto isso não ocorre, estabeleceu-se na lei que a parcela mínima passa a ser de R$ 100. "Então, ela deixou de pagar R$ 60 mil por mês e passou a pagar R$ 100", exemplificou, justificando a queda da recuperação de créditos este ano.

Parcelas verdadeiras

A expectativa do ministro é de que as empresas voltem a pagar as "parcelas verdadeiras" a partir de 2011. "Há mais de um ano estamos sem o pagamento das parcelas, pois a empresa fica sentada esperando um novo Refis. Por isso, tem de ter uma melhoria na relação do Fisco com as empresas", pontuou. Ele disse que irá tratar do assunto em breve com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado. "Minha leitura desse processo é que essa arrecadação caiu. Quando o Estado não tem capacidade de consolidar tudo e fazer cobrança imediata do valor, você perde."

Mesmo assim, para Gabas, com o processo de fusão da arrecadação do governo pela Receita - antes, a Previdência era a responsável pelo recolhimento referente à pasta -, houve melhora no saldo dos créditos. Um segmento que revelou nítida melhora foi o das empresas exportadoras, segundo o ministro. O primeiro cruzamento de dados gerou mais de R$ 3 bilhões em arrecadação em 2008. Ele comentou que as empresas do setor recebiam a restituição do pagamento de Imposto sobre Produto industrializado (IPI) do governo em uma ponta, mas que, na outra, não pagavam seus débitos com a Previdência.

O ministro enfatizou que uma atitude a ser tomada pelo governo é fazer com que os débitos não se acumulem por meses. "É preciso fiscalização de inteligência ou preventiva, uma fiscalização que compare o desempenho de empresas com outras de mesmo porte e atividade e que, teoricamente, recolha um valor similar. Se houver discrepância, a fiscalização entra", comentou.

Desfaçatez: Serra, o amigo pessoal de Lula

Via Vi o Mundo

21 de Julho de 2010 – 11h10

Cara de pau: Serra faz campanha como “amigo pessoal” de Lula


De repente, o candidato parece ter sido vítima de pedrada na cabeça. É o que depreendo do título de matéria saído na Folha de S.Paulo de 17/7: “‘Lula e FHC são mais parecidos do que parece’, afirma Serra”.

Por Washington Araújo, no Observatório da Imprensa (publicado com o título original “De carona na popularidade presidencial), via Vermelho

O texto é de uma sem-cerimônia de causar espécie. Vejamos como continua a matéria:

“Ao fazer campanha pelo estado natal de Lula, o candidato tucano à presidência José Serra disse que é ‘amigo pessoal’ do presidente e que o líder petista e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ‘são muito mais parecidos do que parece’. ‘O ouvinte aqui pode estar surpreso, mas eu conheço os dois’, disse Serra em Recife (PE), em entrevista a uma rádio local. ‘Ambos são, embora de maneira diferente, meus amigos pessoais, independentemente das diferenças em política’.”

Na mesma linha segue o vetusto Estado de S. Paulo, que, também em sua edição de 17/7, abre matéria com a manchete “Lula e FHC são mais parecidos do que parece”. Publicou o jornal:

“Indagado sobre quais seriam as semelhanças entre Lula e Fernando Henrique, respondeu: ‘São questões de natureza pessoal e psicológica, mas carinhosa. Ambos são, embora de maneira diferente, meus amigos pessoais independentemente das diferenças em política.’ Mais tarde, instado a explicar melhor a comparação, esquivou-se. ‘Foi uma observação curiosa, vai ficar por aí. Vou deixar todo mundo curioso’.”

Pensei: o que não faz um político para pegar carona de um presidente que bate seguidos recordes de aprovação popular? Todos, mas todos mesmo — à exceção de colunistas da Veja, Folha de S.Paulo e O Globo —, querem tirar uma casquinha da popularidade presidencial e, para conseguir o intento, são até mesmo capazes de adulterar o que já assumia ares de senso comum: não existe nada mais diferente que Lula e FHC.

Eles são tão parecidos quanto Barack Obama e Josef Stalin ou Leon Tolstoi e Ernest Hemingway ou, quem sabe, Ricardo Kotscho e Diogo Mainardi. Mais pessoas parecidas? Vamos lá. Lula e FHC são tão parecidos como parecidos são Edir Macedo e Roberto Irineu Marinho ou Michel Temer e Índio da Costa, ambos candidatos a vice-presidentes nas chapas de Dilma Rousseff e José Serra.

Diferenças e mais diferenças

Não precisamos ir muito longe para ir apontando diferenças. Mas, considerando que quem leu os jornais do dia 18 último poderia ingenuamente ser levado a concordar com a tonitruante assertiva do ex-governador paulista, uma vez que nenhum jornalista, articulista, colunista, comentarista de política ou de economia se atreveu a detalhar pontos de completa dessemelhança ou mesmo de alguma confluência, decidi listar apenas dez dessemelhanças que saltam aos olhos do leitor imparcial:

** Lula tem sensibilidade social, FHC tem sensibilidade econômica. Lula criou o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. FHC criou o Conselho Nacional de Desestatização.

** Lula brilha em cima de caminhões, dispõe de apenas três escassos diplomas – o conferido em sua juventude pelo Senai e os dois de presidente da República, outorgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. FHC brilha na academia, é festejado como o “Príncipe da Sociologia Brasileira”, é autor de diversos livros publicados em diversos idiomas.

** Lula viu o risco Brasil despencar para 200 pontos enquanto nos anos FHC o risco Brasil alcançou o recorde de 2.700 pontos. Lula pagou a dívida e ainda emprestou módicos US$ 10 bi ao FMI para socorrer a economia da Grécia. FHC não mexeu na dívida externa brasileira.

** Lula elevou o salário mínimo a US$ 210, FHC deixou o salário mínimo no último ano de seu governo em exatos US$ 78. O dólar no governo Lula baixou a R$ 1,78 enquanto no governo FHC alcançou R$ 2,79.

** Lula reconstruiu a indústria naval brasileira. FHC em seus oito anos de mandato não tratou do assunto. Lula criou dez novas universidades federais, FHC não criou uma sequer. Lula criou 214 Escolas Técnicas Federais, FHC passou em branco.

** No governo Lula, os valores e reservas do Tesouro Nacional alcançaram a cifra dos 160 bilhões de dólares positivos, no governo FHC este saldo era negativo em exatos 185 bilhões de dólares negativos. Lula deixará em andamento a construção de três estradas de ferro, FHC não deixou nenhuma.

** Ao assumir, Lula encontrou 80% das estradas rodoviárias em estado precário, ao deixar o governo saberá que 70% destas foram recuperadas. Sob FHC a indústria automobilística estava em baixa de 20%, sob Lula esta indústria verifica alta na casa dos 30%, estando o Brasil atualmente ocupando a 4ª posição mundial de maior fabricante de veículos do mundo.

** Nos anos Lula verificou-se acentuada mobilidade social: 23 milhões de brasileiros saíram da linha de pobreza. Nos anos FHC esse número chegou a 2 milhões de pessoas dando adeus à pobreza. Nos anos Lula foram criados 11 milhões de empregos. Nos anos FHC foram 780 mil empregos.

** Lula não privatizou nenhuma empresa estatal e, ao contrário, criou dez novas estatais, como a Empresa de Pesquisa Ferroviária (EPF), o Banco Popular do Brasil, a Empresa de Planejamento Energético (EPE), a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a Hemobras, que fabrica hemoderivados, e o Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec). FHC privatizou joias da coroa como a Vale do Rio Doce e Empresas de Telecomunicação do grupo Telebrás como Embratel, Telesp, Telemig, Telerg, Telepar, Telegoiás, Telems, Telemat, Telest, Telebahia, Telergipe, Teleceará, Telepará, Telpa, Telpe, Telern, Telma, Teleron, Teleamapá Telamazon, Telepisa, Teleacre, Telaima, Telebrasília, Telasa. FHC privatizou empresas como Light (vendida ao grupo francês e americano EDF/AES), Eletropaulo (vendida para a empresa americana AES), Petroquímica União S.A… a verdade é que a lista é longa. A maioria das empresas estatais foi vendida a grupos internacionais: espanhol, italiano, mexicano. Em 2002, sob FHC, o Brasil conseguiu reduzir o número de estatais a meros 108 e, em 2010, sob Lula, o país passou a dispor de 118.

** Em dezembro de 2002 o Brasil era um país sem crédito no mercado internacional. Desde o primeiro mandato de Lula o Brasil conquistou o cobiçado investment grade. No período FHC o Brasil sofreu os efeitos de 4 arrasadoras crises internacionais. No período Lula, até mesmo a chamada “mãe de todas as crises”, aquela de setembro de 2008, comparada apenas à Grande Depressão Econômica de 1929, graças às reservas financeiras acumuladas pelo governo chegou aqui como “marolinha”. Para outros países, ainda em fase de penosa recuperação, continua surtindo efeitos de tsunami.

“Questões de natureza pessoal e psicológica”

É de admirar que nossa sempre ciosa grande imprensa tenha passado batida a oportunidade oferecida pelo candidato demo-tucano de explicitar a curiosa semelhança. Pelo jeito, o propósito da grande imprensa era outro: potencializar em suas manchetes o desejo de José Serra: sim, é melhor começar a ver semelhança entre Lula e FHC e, em consequência, semelhança entre Lula e Serra é apenas um passo.

Como disse o candidato, “são questões de natureza pessoal e psicológica, mas carinhosa”. Ah bom, ainda bem que ele explicou, porque senão a decantada similitude não encontra abrigo de natureza racional ou histórica. Psicológica, sim. Há que se abrir os olhos dos pernambucanos. Afinal, na Veneza brasileira Lula é aprovado por formidáveis 93% da população.

Terra Magazine: O índice inédito de empregos formais

Via Vi o Mundo
Quinta, 15 de julho de 2010, 08h55
Pochmann: País caminha para índice inédito de emprego formal

Ana Cláudia Barros
, no Terra Magazine

O Brasil criou cerca de 1,5 milhão de empregos formais nos primeiros seis meses de 2010. A estimativa é do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que divulga, nesta quinta-feira (15), em Brasília, os números relativos a junho do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Na análise do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, o desempenho do primeiro semestre, considerado histórico, sinaliza, em primeiro lugar, que o País conseguiu sair mais forte da crise financeira internacional, que atingiu o mundo entre 2008 e 2009.

- Em segundo lugar, significa que os empregos estão não apenas sendo impulsionados pela capacidade instalada, que havia sido reduzida em função da crise. Mais do que isso: vêm sendo puxados pelos novos investimentos.

Sobre as projeções do ministro Lupi, que espera fechar 2010 com com 2,5 milhões de contratações com carteira assinada, Pochmann considera a estimativa factível.

- Nós trabalhamos na passagem do ano passado para este, com o número de 2 milhões, mas a expectativa de crescimento da economia nacional não era como está agora. Portanto, dada a evolução até o momento, esse novo ritmo, é bastante provável que nós tenhamos um universo de empregos gerados acima de 2 milhões, aproximando-se dos 2,5 milhões.

Mais do que expressivo, segundo o economista, o número é inédito na história do Brasil. Na prática, significa dizer que, a cada dez postos de trabalhos gerados, nove já são formais, conforme explica o presidente do Ipea.

- Desde a introdução da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que não havia se registrado experiência como essa. Isso acontece depois de toda a avalanche de argumentos, nos anos 90, de que o Brasil não geraria empregos com carteira assinada porque a CLT estava ultrapassada e impossibilitava isso.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Novo Jornal: Dinheiro da CIA para FHC

 Representante da Fundação Ford no Brasil ofereceu 145 mil dólares a FHC para criar o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento

"Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap".

Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro "Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível", da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O "inverno do ano de 1969" era fevereiro de 69.

Fundação Ford

Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o
País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos.

E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.

Agente da CIA


Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados.  Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana.

Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro "Dependência e desenvolvimento na América Latina", em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se se mantendo dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos.

Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma "personalidade internacional" e passou a dar "aulas" e fazer "conferências" em universidades norte-americanas e européias.

Era "um homem da Fundação Ford". E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.

Quem pagou

Acaba de chegar às livrarias brasileiras um livro interessantíssimo, indispensável, que tira a máscara da Fundação Ford e, com ela, a de Fernando Henrique e muita gente mais: “Quem pagou a conta?”

“A CIA na guerra fria da cultura", da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editado no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro).

Quem "pagava a conta" era a CIA, quem pagou os 145 mil dólares (e os outros) entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique foi a CIA.

Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto.
São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas:

"Consistente e fascinante" ("The Washington Post"). "Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA" ("Spectator").
"Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente" ("The Times").

Milhões de dólares

1 - "A Fundação Farfield era uma fundação da CIA... As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos... permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas" (pág. 153).

2 - "O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça..." (pág. 152). "A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria" (pág. 443).

3 - "A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares... Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos... com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos" (pág. 147).

FHC facinho

4 - "Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante" (pág. 123).

5 - "Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia scritórios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil" (pág. 119).

6 - "A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana" (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho.

Matéria de Sebastião Nery, "Tribuna da Imprensa".

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Santayana e a escolha do Vice: Um Menosprezo pela Nação

    ublicado em 01/07/2010
     Serra e Índio: Tudo a ver

Texto de Mauro Santayana, publicado na página A2 do Jornal do Brasil.


Menosprezo pela nação

Por Mauro Santayana

Os candidatos à Presidência da República e seus partidos têm o dever de respeitar as instituições e, com elas, a nação. Cabe-lhes meditar a República, refletir em sua história, respeitar o seu povo. Não se apresentam ao país para uma experiência mas, sim, para reivindicar a mais alta missão a que pode aspirar um homem público. Ao apresentar-se, tendo em vista que a vida de cada um de nós é mera concessão do acaso, é do mandamento constitucional que seu nome seja acompanhado de um eventual substituto, o candidato à Vice-Presidência. O candidato à Vice-Presidência terá que ser uma pessoa preparada para, em caso de vacância, ocupar o cargo com a mesma respeitabilidade e competência do titular.

Memento mori, é a advertência dos velhos sábios. Todos nós iremos morrer, e a morte chegará quando não saberemos. Em um segundo, estamos vivos; no segundo seguinte já nada somos.

A Constituição de 1946 estabeleceu, sabiamente, que os vice-presidentes da República seriam eleitos isoladamente. Partia-se da razão lógica de que sua escolha era tão grave quanto a do presidente. Em qualquer momento, no caso de vacância do titular, o vice assumiria ungido da mesma legitimidade popular do presidente. Foi assim que, nas eleições de 1960, o povo escolheu entre Milton Campos, o candidato oficial da UDN, que tinha como postulante ao Planalto o instável Jânio Quadros, e João Goulart, o candidato da coligação PSD–PTB. Os eleitores elegeram Jânio e João Goulart, preferindo o jovem herdeiro de Vargas ao político mineiro. “A que o senhor atribui a derrota?” – um repórter de Belo Horizonte perguntou a Milton. E ele, em seu ceticismo montanhês, respondeu com a voz resignada: “Ao fato de que tive menos votos do que o outro”.

Entre as alterações absurdas do período militar houve a da eleição do presidente e seu vice em uma só votação, sob o pretexto de que assim ocorre nos Estados Unidos. Mesmo ali, esse costume não é o melhor. Uma das razões (e não a principal) da recente derrota republicana foi a escolha da desconhecida governadora do Alasca, Sarah Palin, para companheira de chapa de McCain. O candidato a vice-presidente só ocupará a Presidência, efemeramente, no caso de viagem do titular ao exterior. Mas passará a ser plenamente o chefe de Estado, no caso de impeachment ou no caso indesejável, mas sempre possível, da morte do titular. Ao eleger, com o titular, o vice-presidente, os eleitores estão escolhendo um presidente. Os candidatos à Presidência da República ofendem a nação ao se pressuporem invulneráveis à morte durante o mandato a que aspiram.

A situação escolheu o paulista Michel Temer seu candidato a vice. Se Temer fosse candidato à Presidência, dificilmente chegaria aos votos que obterá Marina Silva. A própria Marina Silva encontrou seu companheiro de chapa, em financiador de sua campanha, um industrial, também paulista, pessoa só conhecida entre seus amigos empresários. Agora, o PSDB, depois de não conseguir administrar o desentendimento com os conservadores, a eles se submete e aceita o nome do carioca Índio da Costa, deputado federal de 40 anos, indicado pelo ex-prefeito Cesar Maia.

Mais uma vez – e estamos pensando, sim, no nó górdio de 1930 – os políticos de São Paulo, a fim de conservarem a hegemonia sobre o país, perdem o bom-senso e, ao perdê-lo, desprezam a nação. É preciso que a cidadania exija, nas ruas, se for necessário, reforma constitucional que devolva ao povo o direito de escolher diretamente os vice-presidentes, e, entre outras medidas, acabe com a esdrúxula figura dos suplentes de senadores.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Anastasia diz que professores serão juízes nessas eleições

Ele é um "jênio"



O PSDB é um partido de jênios (PHA). Agora, o criador do choque de gestão do Aécio, Anastasia, e também candidato ao governo solta essa pérola: "Professores serão juízes nessas eleições", respondendo a uma crítica do candidato de oposição Hélio Costa pelos baixíssimos salários pagos pelos tucanos aos funcionários públicos, principalmente, aos professores.

Isso só poderia sair da cabeça de um jênio(PHA), pois, um ser comum jamais seria tão arrogante em achar que os professores irão votar num candidato que comandou um governo que cortou direitos e aprovou uma série de projetos que a longo prazo terão consequências nefastas na vida profissional da classe.

E, em época de eleição aparecem com demagogias, não tem o que mostrarem. O choque de gestão é uma falácia, foi apenas uma jogo de marketing, os serviços públicos estão caóticos, segurança não existe, o que há é apenas uma mídia controlada que faz o jogo do poder não divulgando as mazelas do desgoverno tucano, caso contrário, nem se falaria em Aécio/Anastasia em Minas.

Portanto, é um Governo de mídia como todos os governos do PSDB.

domingo, 11 de julho de 2010

O que Tucano diz não se escreve

Os tucanos (PSDB) parece que mudam de opinião de acordo com o vento e tudo para tentar enganar e manter seus interesses. Até um tempo atrás eram ferrenhos contestadores do bolsa-família, o chamavam de bolsa esmola,  agora já estão dizendo que vão dobrar o atendimento do mesmo.



Dizem sempre ser defensores de políticas sociais, no entanto, o maior programa do PSDB/SERRA de distribuição de renda é o pedágio, onde tira dos trabalhadores para dar para os ricos.