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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O ataque de Veja contra Lula: a mentira e a mistificação

Do Vermelho

O objetivo do artigo mentiroso publicado por Veja não é a moralidade ou a ética, mas criar condições jurídicas para afastar Lula das eleições de 2014 e 2018.

Por José Carlos Ruy

 

Aqueles que, credulamente, ainda pensam que os jornais e revistas do PIG (Partido da Imprensa Golpista) têm o objetivo de informar e debater questões públicas relevantes poderem encontrar, na edição desta semana do panfleto direitista chamado Veja um desmentido para estas esperanças e farto material pedagógico sobre a maneira como agem. São instrumentos da luta de classes dos ricos contra os pobres, onde os cães de guarda dos interesses dominantes investem contra os setores progressistas, democráticos e nacionalistas num combate político cuja arma é a mentira e a difamação.

O repórter, autor da matéria, e o diretor da revista afirmam ali, candidamente, que as graves denúncias feitas contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva estão baseadas no ouvir dizer, em “revelações de parentes, amigos e associados” do empresário Marcos Valério, que extravasaria a eles seu inconformismo por sua condenação no processo do chamado “mensalão”. Acusação ouvida do próprio Marcos Valério - e esse é o critério não só do bom jornalismo, mas também da boa investigação criminal - nenhuma! Aliás, o próprio advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, prontamente desmentiu as mentiras da revista da família Civita e afirmou que seu cliente não conversou com nenhum jornalista.

O artigo calunioso sustenta que Lula teria se encontrado com o publicitário Marcos Valério, quando presidente da República, para acertar detalhes do chamado “mensalão”, que envolveria uma quantia muito maior do que a atribuída no julgamento que ocorre no Supremo Tribunal Federal, alcançando a quantia de 350 milhões de reais.

Não é a primeira vez que Veja é pega na mentira, que tem sido a norma da revista nos últimos anos e não apenas em matérias políticas mas também em outras áreas. Há um ano, no início de setembro de 2011, ela divulgou uma matéria de capa sobre um medicamento para diabetes que, assegurava, levaria seus usuários a emagrecimento em tempo recorde; foi um escândalo tamanho, de repercussões negativas sobre a saúde pública, que a Anvisa precisou intervir e obrigar a revista a se desmentir. Os ecos da matéria mentirosa e da intervenção da Anvisa foram ouvidos inclusive em academias de ginástica onde pessoas ainda crédulas se manifestavam indignadas com a irresponsabilidade e as mentiras da revista.

A série de mentiras é longa; ela envolve, só para lembrar algumas, o acolhimento das acusações feitas por um bandido contra o ministro do Esporte Orlando Silva Jr (e, em consequência, contra o PCdoB) ou a fantasiosa “revelação” de que Lula teria pressionado o ministro Gilmar Mendes, do STF, pelo adiamento do julgamento do chamado “mensalão”, que foi imediatamente desmentida pela terceira pessoa que participou do encontro durante o qual a pressão, o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim.

São antecedentes mentirosos que não contam para os paladinos do conservadorismo e do neoliberalismo na mídia comercial. Um dos mais notáveis deles, o comentarista Merval Pereira, de O Globo, foi logo para o ataque afirmando a possibilidade de uma denúncia contra Lula, com base nas acusações falsas de Veja. Outros - como Ricardo Noblat - foram na esteira dele, e no mesmo tom.

É a volta do coro conservador e neoliberal, com um objetivo muito claro e definido. Desde a crise de 2005 estes comentaristas sabem que não conseguem enganar o povo. Foram derrotados pelo voto popular nas eleições de 2006 e depois em 2010, e seus partidos e candidatos enfrentam dificuldades imensas nas eleições municipais desde então. O PSDB minguou e a voz de seus caciques, ouvidas nos salões chiques de São Paulo, Rio de Janeiro, Londres ou Nova York, não repercutem mais ali onde de fato interessa: no meio do povo, que vota e escolhe os governantes.

A tática que parecem adotar, perante este quadro de dificuldades eleitorais para seu renegado programa neoliberal e para aqueles que o representam, é tentar inviabilizar juridicamente uma nova candidatura de Luís Inácio Lula da Silva à presidência da República, em 2014 ou 2018. Para aqueles que aceitavam apenas um mandato para Lula - o primeiro, de 2003 2006 - o quadro que se apresenta é politicamente aterrador ao indicar a quase inexorável perspectiva de um domínio de mais de vinte anos das forças democráticas, progressistas e patrióticas sobre a presidência da República.

Daí a ideia “genial”: condenar Lula como o chefe do chamado “mensalão” e ganhar, no tapetão, aquilo que não conseguem alcançar no voto, a exclusão do líder sindical e operário de futuras disputas eleitorais.

É difícil que tenham êxito, como mostra a reticência dos presidentes dos dois principais partidos da direita neoliberal -- o PSDB e o DEM --, Sérgio Guerra e José Agripino, diante de qualquer iniciativa jurídica contra Lula a partir de bases tão frágeis quanto a mentira relatada por Veja.

A luta é política; é luta de classes, e a direita (com seus cães de guarda da mídia) investe - nunca é demais repetir - na única e esfarrapada bandeira que alega sustentar, a defesa da moral e da ética. O caráter mentiroso dessa defesa fica claramente exposto quando se vê o comportamento dessa mesma mídia diante de acusações mais graves e sólidas contra o tucanato e seus governos, como se viu no eloquente silêncio a respeito das denúncias feitas no livro Privataria Tucana, no qual o jornalista Amaury Ribeiro Júnior denuncia as falcatruas do governo de Fernando Henrique Cardoso, ou diante do acúmulo de denúncias do envolvimento do jornalista Policarpo Jr, diretor de Veja em Brasília, com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Para a mídia e para os tucanos o objetivo não é alegada moralidade mas a criação de condições para sua volta ao poder. Como se fosse possível no Brasil de hoje!

O poder da mídia conservadora é inegável, e grande. É o poder da classe dominante brasileira, fortalecido inclusive com contribuições do próprio governo federal. Dados divulgados na semana passada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República mostram que, dos 161 milhões de reais gastos em publicidade desde o início do governo de Dilma Rousseff, 50 milhões foram apenas para a TV Globo; a Editora Abril recebeu 1,6 milhões (1,3 milhões para publicidade em revistas e 300 mil na internet).

Esse poder se defronta hoje com um protagonismo popular mais acentuado; os velhos “formadores de opinião” claudicam ante o despertar do povo brasileiro e, sem propostas claras e objetivas, amparam-se em mentiras e na calúnia. Precisam olhar a história: em batalha semelhante, na década de 1950, a mídia conservadora e antidemocrática investiu contra o presidente Getúlio Vargas com a mesma fúria com que hoje ataca as mesmas forças democráticas, progressistas e patrióticas que dirigem o governo federal. O fracasso daquela investida ficou clara na derrocada da principal revista daquela época, O Cruzeiro, notável pela mesma capacidade de mentir e caluniar hoje protagonizada por Veja. Em outubro de 1954, logo depois do suicídio de Vargas, a tiragem de O Cruzeiro ainda era de 700 mil exemplares; poucos meses depois, em fevereiro de 1955, caiu para 660 mil e seguiu em queda livre até 1965, quando ficou na faixa dos 400 mil exemplares, e continuou caindo (os dados estão num livro cujo título é apropriado: Cobras Criadas: David Nasser e O Cruzeiro, do jornalista Luiz Maklouf Carvalho).

A direita e os conservadores precisaram de um golpe militar, em 1964, para impor suas teses e massacrar a democracia que se fortalecia.

Os tempos mudaram e a direita, hoje, mantém o poder do dinheiro e da mídia mas perdeu a capacidade de mobilização popular e de respaldo dos quartéis para seus projetos anacrônicos, antidemocráticos e antipatrióticos. Restam a ela, como armas, a mentira e a mistificação.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Fernando Francischini, herói da bola murcha, processa PHA

Francischini, o valentão, processa PHA. É a gloria !

Do Conversa Afiada

Ele deve imaginar que o Brasil é o Espírito Santo do tempo em que ali serviu. E honrou a polícia de lá.

Ao lado de Daniel Dantas, Gilmar Mendes, Padim Pade Cerra, Naji Nahas, Eduardo Cunha, Heraclito Fortes, Paulo Preto, e no lugar do “Mr Big” (leia “em tempo”) da Privataria Tucana, Ricardo Sergio de Oliveira, passa a fazer parte da “Galeria de Honra Daniel Dantas” o mais novo expoente da oposição brasileira, o valentão do PiG (*) na CPI da Veja, o policial tucano Francischini.

Este ansioso  blogueiro informa, com incontido orgulho, que recebeu DUAS ações judiciais do notável tucano.

Uma delas foi processada pela Justiça do Paraná com a celeridade de um coelho em fuga.

O que fez lembrar aquela frase do jurista Pontes de Miranda: “existe a Justiça e a Justiça do Paraná”.

O valentão do PiG (*), o membro da tropa de elite do PSDB no Congresso ao lado do conterrâneo Álvaro Dias, o Catão dos Pinhais, merecerá aqui neste ansioso blog uma objetiva cobertura de suas atividades parlamentares e extra-parlamentares.

Além, é claro, da devida resposta nos tribunais adequados.

Ele deve imaginar que o Brasil é o Espírito Santo do tempo em que ali serviu.

E honrou a polícia de lá.

De forma inesquecível.

Como mostra essa reportagem do respeitado SeculoDiario:

Homem de confiança de Rodney lança mais dúvidas sobre apurações do caso Alexandre


20/06/2011

Da Redação


No momento em que se discute a federalização das investigações da morte do juiz Alexandre Martins de Castro Filho – ou até mesmo a reabertura do caso, em âmbito local –, o subsecretário de Segurança Pública na época, então delegado federal Fernando Francischini, pouco esclareceu sobre o episódio em reportagem publicada no jornal A Gazeta deste final de semana. Pelo contrário, as contradições sobre os bastidores das apurações – passando pela saída do cargo – e a atuação da “tropa de elite” do titular da pasta à época, o atual deputado estadual Rodney Miranda (DEM), se somaram a outras interrogações a respeito do crime, ocorrido há oito anos.


Eleito deputado federal pelo PSDB paranaense e membro da Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, Francischini era um dos homens fortes da cúpula da Segurança na época do crime. Na reportagem, o delegado da Polícia Federal deu, pela primeira vez, a sua versão para a saída do cargo – pouco depois do início das investigações da morte do juiz Alexandre, de quem disse ter sido amigo.


Na época da queda, Francischini fez insinuações de que “fatores externos” poderiam ter provocado sua saída do governo Paulo Hartung. Agora ele revela que a saída se deu por divergências com o então secretário Rodney Miranda – o que chamou de “motivos administrativos” – durante a condução da fase inicial das investigações.


Mas, ao invés de esclarecer os pontos que hoje alimentam as especulações que podem levar à federalização do caso, o deputado federal não indica quais divergências teve com Rodney no início das apurações, já que ele endossa a mesma tese abraçada pelo então secretário, de que houve mando no crime.


Francischini alega que defendia uma linha de investigação mais ampla, dando vazão à tese de mando – fazendo alusão à participação de elementos com laços de parentesco o então governador do Estado, presentes na prisão de suspeitos pelo crime -, porém, a linha passou a conflitar com a do “ex-amigo fraterno” Rodney na ocasião. Para tanto, o ex-subsecretário acreditava em uma trama mais avançada no crime, como a que, segundo ele, acabou se evidenciando ao citar o envolvimento do juiz Leopoldo Teixeira, do coronel Ferreira e da Scuderie Le Cocq.


Essa contradição é apenas uma das que podem ser extraídas da entrevista do deputado federal. Somam-se a ela outros episódios que envolviam a equipe de militares à disposição da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), conhecida como a “tropa de elite” de Rodney. Mesmo grupo que esteve envolvido na prisão de um dos executores do juiz, Odessi Martins da Silva Júnior, o “Lumbrigão”, que foi conduzida pelo cabo Cláudio Hackbart Azambuja da Silva – sob a coordenação do ex-subsecretário.


A mesma dupla esteve envolvida em outro episódio de violência durante a passagem de Francischini pelo Estado, fato ignorado em sua entrevista, mas marcante, ocorrido após a morte de Alexandre. Na esteira das investigações de uma quadrilha que passava notas falsas na Grande Vitória, o então subsecretário participou da ação que terminou com um civil baleado em Vale Encantado, em Vila Velha, na madrugada do dia 25 de abril de 2003 – portanto, três dias após a prisão de “Lumbrigão”.


Durante aquela diligência – que não havia sido comunicada ao Copom (Centro de Operações da PM) –, um homem identificado como Rudi do Carmo foi alvejado como um tiro nas costas. De acordo com o relatório da Diretoria de Inteligência da Polícia Militar na época, a central foi acionada através de um telefonema anônimo – que seria atribuído à mulher da vítima – denunciando a captura do suspeito no ponto final de ônibus de Rio Marinho em direção a um areal em Vale Encantado, bairro vizinho, com o intuito de matá-lo.


Em seguida, uma viatura foi deslocada para atender a essa ocorrência. Cerca de quarenta minutos depois, o Copom recebeu um outro chamado, via rádio, pela Rádio Patrulha da Sesp, solicitando apoio no ponto final de Rio Marinho, pois estaria ocorrendo uma troca de tiros em Vale Encantado. Consta nas ocorrências policiais que a vítima teria resistindo à prisão. Na imprensa, o então subsecretário deu uma versão diferente ao afirmar que a operação teria até o apoio da Diretoria de Inteligência da PM – o que não ocorreu, segundo o relatório do diretor de Inteligência da corporação à época.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Professores de MG indignados, publica carta endereçada à atriz Débora Falabella

Todo cidadão(ã) tem uma imagem e, por isso, deve zelar por ela. Será que vale a pena um artista usar sua imagem para vender um produto de baixa qualidade? É etico uma pessoa pública usar sua imagem para vender um produto que não conhece? É justo uma pessoa pública usar seu prestígio para vender um produto de baixa qualidade enganando a população bem intencionada?



Parece que a atriz Débora Falabella não se importa muito com isso, pois, deixou sua imagem ser utilizada pelo governo de MG (Aécio/Anastasia) numa peça publicitária totalmente enganosa, que não reflete a realidade da educação em Minas.

Clique a imagem para ler ou veja a transcrição abaixo.

 
Prezada Débora Falabella,


Às vezes vale a pena recusar alguns trabalhos apenas para não decepcionar milhares de fãs. 

Às vezes vale a pena procurar mais informações sobre o personagem que você irá representar.

Milhares de professores, alunos e comunidades foram extremamente prejudicados pelo governo de Minas Gerais em 2011 e o que você afirma através das peças publicitárias não corresponde à realidade.

No sentido de informá-la da real situação da educação mineira, apresentamos informações:

– O Governo mineiro investe apenas 60% do total dos recursos que deveria investir em educação. O restante vai para fins previdenciários;

– Desde 2008, há uma diminuição do investimento do governo estadual em educação;

– No que se refere à qualidade da educação, o Estado de Minas Gerais tem resultado abaixo da média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE);

– Apenas 35% das crianças mineiras até cinco anos frequentam estabelecimentos de ensino em Minas Gerais. Onde está o direito à educação de 65% destas crianças?

A realidade do Ensino médio é igualmente vergonhosa:

– nos últimos 6 anos houve uma redução de matrículas no Ensino Médio de 14,18%;

– O passivo de atendimento acumulado no ensino médio regular entre 2003 e 2011, seria de 9,2 milhões de atendimentos. Isso quer dizer que nem todos os adolescentes tiveram o direito de estudar garantido;

– Minas Gerais, comparativamente à média nacional, tem a pior colocação em qualidade da escola: 96% das escolas não têm sala de leitura, 49% não têm quadra de esportes e 64% não têm laboratório de ciências

Os projetos e programas na área da educação são marcados pela descontinuidade e por beneficiar uma parcela muito pequena de alunos.

Veja:

– O Projeto Escola de Tempo Integral beneficiou 105 mil alunos, num universo de 2,5 milhões de alunos;

– O programa professor da família não atinge as famílias mineiras que necessitam de ajuda e tampouco é feito por professores, mas por pessoas sem a formação em licenciatura;

– O Estado não tem rede própria de ensino profissionalizante, repassando recursos públicos à iniciativa privada.

A respeito dos dados sobre o sistema de avaliação, é importante que saiba que são pouco transparentes, com baixa participação da comunidade escolar e ninguém tem acesso à metodologia adotada para comprovar a sua veracidade.

Quanto à valorização dos profissionais da educação relatada nas peças publicitárias, a baixa participação em inscrições para professor no concurso que a Secretaria de Estado realiza comprova que esta profissão em Minas Gerais não é valorizada.

O Governo de Minas não paga o Piso Salarial Profissional Nacional, mas subsídio. Em 2011, 153 mil trabalhadores em educação manifestaram a vontade de não receber o subsídio. Ainda assim o Governo impôs esta remuneração.

Em 2011 o governo mineiro assinou um termo de compromisso com a categoria se comprometendo a negociar o Piso Salarial na carreira. Mas o governo não cumpriu e aprovou uma lei retirando direitos, congelando a carreira dos profissionais da educação até dezembro de 2015.

Compromisso e seriedade com os mineiros são qualidades que faltam em Minas Gerais.

Todas as informações são comprovadas por dados publicados pelo próprio governo estadual e estão à sua disposição. Por fim, a convidamos para conhecer uma escola estadual mineira para comprovar que o personagem das peças publicitárias não corresponde à realidade em Minas Gerais. 





sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Obsessão de Aecim pela Presidência, o faz apelar para tudo



Assim como fez com o Collor, FHC, e Serra, agora a Globo líder do PIG (Partido da Imprensa Golpista) tenta alavancar a candidatura de Aécinho Never para a Presidência da República em 2014 com a minisérie "Brado Retumbante". Parece que a emissora dos Marinhos abandonou Serra de vez.

A minisérie conta a estória de um deputado que assume a Presidência da República após um acidente matar o Presidente e o Vice. O ator, aparentemente, foi escolhido pela sua semelhança com Aecinho Never.



A maior ironia da minisérie é que o personagem é implacável com a corrupção, algo semelhante ao "caçador de marajás" (Collor), quanto a Aecinho Never não se pode dizer que combate a corrupção, os mineiros que o diga, só se for de seus inimigos políticos. A globo tem pouca criatividade.  

Essa não é a primeira vez que a Globo tenta alavancar candidaturas de políticos ligados ao neoliberalismo e a privataria. Isso é apenas uma mostra do que espera para 2014.

Resta saber se a população aceitará mais uma manipulação forjada do PIG.

Para conhecer a verdade sobre a "Obra Prima " de Aecinho, O "choque de Gestão", clique na imagem abaixo.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Governo Aécio/Anastasia: Choque de Gestão ou Golpe de Marketing?

Segundo publicação do SindFisco - MG o tão anunciado "Choque de Gestão" do governo Aécio/Anastasia não passou de uma  manobra contábil e na verdade os problemas do estado estão ainda piores com uma gestão que beneficia apenas as elites e seu projeto de poder.



Para ler as publicações, clique nas imagens abaixo e aqui para ler outras publicações.

 





sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Nota do Sind-UTE às Mentiras do Governo de Minas

Fonte: Sind-UTE
NOTA À SOCIEDADE MINEIRA
Durante os últimos dias, a sociedade mineira presenciou nos meios de comunicação uma intensa campanha publicitária feita pelo Governo do Estado contra os profissionais da educação da rede estadual. Pelo volume de propaganda, percebemos que o Governo gastou milhões de reais, embora afirme que não dispõe de recursos para o pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional ou do prêmio por produtividade.

Como não bastasse esta campanha, o Governo Mineiro novamente rompeu o Termo de Compromisso ao cancelar a reunião da Comissão Tripartite agendada para esta quarta-feira, dia 16/11, às 17h30. O cancelamento ocorreu sem justificativa e sem o agendamento de nova reunião.

Conforme dados divulgados pelo Jornal Folha de São Paulo nesta quarta-feira, o Estado de Minas Gerais é um dos estados brasileiros que não cumpre a Lei Federal 11.738/08, não pagando o Piso Salarial e nem organizando a jornada de trabalho do professor, de modo que tenha 1/3 fora da regência.

Na reunião da Comissão, realizada no dia 07/11/11, o Sind-UTE/MG apresentou proposta de tabela salarial aplicando o Piso Salarial na carreira e para todos os cargos, conforme previsto no Termo de Compromisso assinado no dia 27/09/11. Pela proposta apresentada pelo sindicato, o professor de nível médio teria como vencimento básico inicial o valor de R$830,99.

Os trabalhadores em educação realizaram, este ano, uma greve de 112 dias. O movimento foi suspenso em função do compromisso firmado pelo Governo do Estado em atendimento à reivindicação da categoria: o pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional na carreira, previsto na lei federal 11.738/08. A categoria retornou à escola e, passados 44 dias, o governo ainda não cumpriu o Acordo.

Governo sério cumpre o que assina!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Minas Gerais: Governo Mentiroso, População Iludida

Para por fim a uma greve de 112 dias dos Professores em Minas Gerais, o Geverno Aécio/Anastasia assinou um acordo com os Representantes da Classe em que ficou acertado os seguintes pontos entre outros. (abaixo)


A quase dois meses do fim da greve o governo Aécio/Anastasia descumpriu vários itens do acordo e o principal que seria o reconhecimento do Piso Nacional dos Professores de acordo com o plano de carreira em vigor, não foi cumprido.

Veja matéria do Jornal o Tempo.

A reunião que seria realizada no dia 16 de novembro, também foi cancelada por parte do governo e sem exposição de motivos.

No último final de semana foi veiculado em vários meios de comunicação propagandas enganosas que afirmavam que o governo já cumpria a lei e o sindicato é que era intransigente.

No dia 16 a grande mentira que é o governo Aécio/Anastasia caiu. O jornal Folha de São Paulo publicou matéria e uma tabela com os valores dos salários dos Professores de todos os estados da Federação e o salário pago aos Professores pelo governo de MG é o menor do país.

É este o caminho que Aécio/Anastasia "mostra" para o Brasil? Aécio quer ser Presidente da República ele não cumpriu uma Lei Federal quando Governador de MG, Será que cumprirá suas promessas?



segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Maierovitch: A falsa comunicação de crime feita por Gilmar Mendes encerra 2010

Da Carta Capital

Inquérito da Polícia Federal conclui que o ministro do Supremo Tribunal Federal não teve seu telefone grampeado durante a operação Satiagraha, ao contrário do que ele próprio denunciara. Por 
 Wálter Maierovitch

–1. Todos lembram da indignação do ministro Gilmar Mendes no papel de vítima de ilegal escuta telefônica,  que tinha como pano de fundo a Operação Satiagraha.
Gilmar Mendes parecia possuído da ira de Cristo quando expulsou os vendilhões do templo.A fundamental diferença é que a ira de Mendes não tinha nada de santa.

Ao contrário, estava sustentada numa farsa. Ou melhor, num grampo que não houve, conforme acaba de concluir a Polícia Federal, em longa e apurada investigação.

–2. À época e levianamente ( o ministro fez afirmações sem estar na posse da prova materialidade, isto é,  da existência do grampo),  Mendes sustentou, –do alto do cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal–, ter sido “grampeada” uma conversa sua com o senador Demóstenes Torres.

Mais ainda, o ministro Mendes e o senador da República, procurados revista Veja confirmaram  o teor da conversa telefônica, ou melhor, aquilo fora tratado e que só os dois pensavam saber.

–3. Numa prova de fraqueza e posto de lado o sentimento de Justiça, o presidente Lula acalmou o ministro e presidente Gilmar Mendes. Ofertou-lhe e foi aceita a pedida cabeça do honrado delegado Paulo Lacerda, então diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abim).

Em outras palavras e para usar uma expressão popular, o competente e correto delegado Paulo Lacerda acabou jogado ao mar por Lula. E restou “exilado”, –pelos bons serviços quando esteve à frente da Polícia Federal (primeiro mandato de Lula)–,  na embaixada do Brasil em Lisboa. Pelo que me contou o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, o delegado Lacerda, no momento,  está no Brasil. Apenas para o Natal e passagem de ano com a família.

Conforme sustentado à época, — e Lula acreditou apesar da negativa de Paulo Lacerda–, a gravação da conversa foi feita por agente não identificado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). E o ministro Nelson Jobim emprestou triste colaboração no episódio, a reforçar a tese de interceptação e gravação. Mendes e Jobim exigiram a demissão de Paulo Lacerda.

“Vivemos num estado policialesco”, repetiu o ministro Gilmar Mendes milhares de vezes e dizendo-se preocupado com o desrespeito aos pilares constitucionais de sustentação ao Estado de Direito.

O banqueiro Daniel Dantas, por seus defensores, aproveitou o “clima” e, como Gilmar e o senador Torres, vestiu panos de vítima de abusos e perseguições ilegais, com a participação da Abin em apoio às investigações do delegado Protógenes Queiroz.

Parênteses : Dantas é um homem muito sensível. Está a processar e exigir indenização pecuniária do portal Terra por “ironias” violadoras do seu patrimônio ético-moral. Lógico,  todas ironias  escritas por mim (Walter Fanganiello Maierovitch), no blog Sem Fronteiras.

–4. O grampo sem áudio serviu de pretexto para o estardalhaço protagonizado pelo ministro Gilmar Mendes.
Um estardalhaço sem causa, pois, para a Polícia Federal, nunca houve o grampo descrito nas acusações de Mendes e em face de matéria publicada revista Veja. A revista, até agora, não apresentou o áudio, que é a prova da existência material do crime de interceptação ilegal.

Gilmar Mendes, –com a precipitação e por cobrar providências–, esqueceu o disposto no artigo 340 do Código Penal Brasileiro, em dispositivo que é também contemplado no Código Penal da Alemanha, onde Mendes se especializou: art.340: “ Provocar a ação da autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou contravenção que sabe não se ter verificado”.

Trata-se de crime previsto em capítulo do Código Penal com a seguinte rubrica “Dos Crimes Contra a Administração da Justiça”.

Com efeito. Uma pergunta que não quer calar: será que um magistrado pode provocar a ação da autoridade sem prova mínima da existência de um crime ? Cadê o áudio que foi dado como existente ?

A conclusão do inquérito policial será encaminhada ao ministério Público, que deverá analisar a conduta de Mendes, à luz do artigo 340 do Código Penal.

Sua precipitação, dolosa ou não, não será apreciada pelo Conselho Nacional de Justiça, dado como órgão corregedor e fiscalizador da Magistratura.

Nenhum ministro do STF está sujeito ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como se nota, um órgão capenga no que toca a ser considerado como de controle externo da Magistratura (menos o STF).
Viva o Brasil.


Wálter Maierovitch

Walter Maierovitch é jurista e professor, foi desembargador no TJ-SP

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O PIG não desiste: O Ódio leva à sua desmoralização

Folha e Globo mentem: havia uma guerra civil no Brasil durante a ditadura

Não é D. Judith Brito fantasiada. É D. Maria I, a Louca, rainha de Portugal que condenou Tiradentes à forca.
O que a Folha e Globo diriam do processo contra Tiradentes, feito a serviço de D. Maria, a Louca?

Folha e Globo, seguidas de Veja e Estadão fizeram "reporcagens" a partir do processo da ditadura contra Dilma Rousseff no STM (Superior Tribunal Militar).

Processos como estes exigem do repórter e do editor um mínimo de conhecimento da história e visão crítica da época para não escrever bobagens, principalmente usando de má-fé como fizeram os jornais.

Ignorar a realidade da época é o mesmo que publicar uma reportagem sobre o processo de D. Maria, a Louca, contra Tiradentes, e endossar as acusações tiranas de que Tiradentes seria um "traidor infame".

A má-fé dos dois jornais não está em publicar o conteúdo dos autos do STM, que pertencem à história, e podem ser estudados, para evitar novas tiranias, com a devida crítica (por exemplo, considerando sem valor, a princípio, informações obtidas sob tortura, sem que haja confirmação).

A má-fé está em confundir o leitor, principalmente aquele que não conhece o contexto da época, querendo atribuir caráter criminoso em ações de combate, de insurgência contra a tirania, de guerra de guerrilha (como tomada de armas do inimigo, expropriação à bancos), da mesma forma que a Corôa Portuguesa atribuiu como criminosa a insurgência política de Tiradentes.

Como a mentira tem pernas curtas, é fácil desmascarar essa imprensa corrupta: se as ações rebeldes fossem crimes comuns, porque Dilma e seus companheiros eram julgados por um Tribunal Militar, e não pela justiça civil comum?

À Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares, crimes de guerra. É a prova irrefutável de que a própria ditadura reconhecia haver uma guerra de guerrilha em curso, e que as ações da guerrilha eram de combate.

O Brasil viveu uma guerra civil durante a ditadura camuflada pela censura e pelo PIG

Não foi uma guerra civil ostensiva, foi guerra de guerrilha.

Guerrilha é quando um combate se trava entre forças desproporcionais. Sem poder bélico para enfrentar um exército regular, a guerrilha precisa ficar escondida, e só apontar a cabeça em ações típicas de emboscada e sabotagens (como tomada de armas em quartéis e de policiais, expropriação a bancos, ataques à alvos da ditadura), para depois se esconder de novo. A guerrilha não pode ter quartéis visíveis, nem campos de batalha previsíveis, senão é facilmente dizimada pela inferioridade numérica e bélica.

A guerrilha não visa necessariamente vencer na força bélica. Visa criar focos de resistência, inserindo o espírito de luta (mesmo não armado) e resistência na população, na nação.

Num país continental e urbano, como o Brasil, caso houvesse apoio popular, as ações armadas tenderiam a ser substituídas por greves e protestos de massa, criando um ambiente político tal, que faria o tirano bater em retirada do poder. Esse resultado acabou acontecendo, na abertura lenta e gradual, com as greves do ABC, com as manifestação das Direstas Já, culminando com  a redemocratização.

Esse mesmo tipo de ação guerrilheira - com poderio bélico inferior, mas apoio popular - levou Nelson Mandela à democracia racial sul-africana e levou à criação da República da Irlanda (exceto a Irlanda do Norte, que ainda faz parte do Reino Unido).

No Brasil, a ditadura montou um conjunto de dispositivos para não deixar a guerrilha atingir seu principal objetivo: a organização e mobilização popular.

Para isso era preciso esconder que havia uma guerra civil legítima em curso contra a ditadura. Além da censura, era preciso demonizar na propaganda noticiosa os guerrilheiros como "criminosos", para não despertarem empatia popular, não criar mártires, nem despertar admiração, nem ideais a serem seguidos.

Foi preciso fazer o mesmo com os guerrilheiros, que D. Maria, a louca, fez com Tiradentes e os demais inconfidentes.

E lá estavam as velhas conhecidas familias Marinho, Frias, Mesquita e Civita, da velha mídia, engajadas em demonizar os guerrilheiros, em entusiasmados editorais, colunas e na deturpação do noticiário. Hoje, coerentes com o passado em prol da ditadura, fazem o mesmo ao colocaram suas mãos sujas no processo de Dilma, vilipendiando a verdade.

Além do aparelho repressivo policial-militar e para-militar, a ditadura criou Atos Institucionais e inseriu na lei de segurança nacional, carta branca para prender e arrebentar qualquer um que insurgisse contra a ditadura, seja sem arma, seja com armas.

O Ato Institucional nº 6, transformou o STM (Supremo Tribunal Militar) em um tribunal de exceção, onde passaram a ser processados todos enquadrados na Lei de Segurança Nacional, inclusive os civis. Foi o reconhecimento pela ditadura de que estava travando uma guerra civil para se manter no poder.

Qualquer atividade civil de oposição de esquerda (ou que "ameaçasse" o regime), como críticas ao presidente e às autoridades, panfletagem, organização e reunião popular, greve, associação de funcionários "desautorizadas", eram punidas, desde a prisão até a pena de morte, pela Lei de Segurança Nacional vigente na época, em processos na Justiça Militar.

Nesse contexto, de proibição à qualquer atividade real de oposição, é que só restou a resitência armada. Qualquer outra atividade de protesto que trabalhadores, estudantes e movimentos sociais fazem livremente hoje, com a maior naturalidade; qualquer coluna de jornal alternativo ou panfleto com críticas contundentes, dava pena de prisão na época. Até discussão de boteco ou na esquina, se alguém falasse mal do ditador ou da ditadura, ia em cana.

A guerrilha, por natureza, quase sempre acontece em movimentos de indenpência, de libertação nacional, ou contra ditaduras, quando não há liberdade de expressão, onde é proibido disputar o poder no voto livre. É a luta do oprimido contra o opressor.

Escalada da Ditadura levou à proliferação da luta armada

No Brasil, o golpe de 1964 não teve reação à altura, nem mesmo desarmada, por que foi uma ditadura implantada em etapas. Numa primeira hora, chegou a ser como um golpe pontual com "crise política e militar". Centristas do PSD, consumado o afastamento de Jango, tentaram fazer um acerto com os militares para reconduzir à normalidade institucional.

A constituição dizia que, faltando menos de 2 anos para o fim do mandato, o Congresso Nacional elegeria o novo presidente. Em acordo, JK e todo o PSD apoioaram a eleição de Castelo Branco no Congresso Nacional, inclusive emprestando como vice um hábil articulador político do PSD (o mineiro José Maria Alckmin). A derrubada de Jango foi um golpe, mas, a rigor, a eleição de Castelo Branco, até ali, retomava o caminho constitucional. O acordo previa que Castelo cumpriria o período do mandato de Jango até o fim, como determinava a Constituição, seguraria os militares da chamada linha dura nos quartéis, e cumpriria o calandário eleitoral, havendo eleições diretas para presidente em 1965, como previa a ordem institucional.

Uma vez eleito, Castelo Branco descumpriu os acordos, vieram golpes dentro do golpe (o próprio JK foi cassado em seguida, pelo próprio Castelo), cada vez mais afastando o caminho da redemocratização e transformando o Brasil numa ditadura cada vez mais arbitrária e massacrando a oposição.

Entre 1965 a 1968 movimentos civis, como dos estudantes e trabalhadores se reorganizaram em resistência popular (desarmada), nas ruas. Faziam cada vez mais protestos, greves e passeatas. Trabalhadores começavam a voltar a fazer greves, duramente reprimidas, com prisões e intervenções nos sindicatos.

O AI-5, em dezembro de 1968, fechou as portas para qualquer atividade de oposição. A falta de resistência em 1964, que havia levado à ditadura cada vez mais atroz, explodiu em 1968, com milhares de jovens (de todas as idades) resolvendo resistir, aderindo à unica forma de resistência que ainda parecia viável: a luta armada.

Dilma não participou diretamente de ações armadas, mas não há nenhum demérito em quem participou, pelo contrário. Foi um ato voluntário, de sacrifício e bravura, como o de qualquer soldado que combate em uma guerra. Muitos sem qualquer preparo, nem aptidão militar, acabaram sacrificando a própria vida ou em confronto com um exército e polícia bem preparada, ou torturados e executados nas masmorras da ditadura.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O Mundo Subterrâneo de José Serra

Serra deflagra nova campanha subterrânea para atacar Dilma

O jornalista Rodrigo Vianna foi o primeiro a alertar, em seu blog, sobre a onda de boatos contra Dilma que estava ocorrendo nas igrejas e na internet. Na ocasião, o comando de campanha petista não tomou providências e depois teve que correr atrás do prejuízo no 2o. turno. Agora, Vianna faz outro alerta sobre nova onda de ataques deflagrada pela campanha tucana. O Vermelho dá destaque para a denúncia pois julga que providências devem ser tomadas imediatamente. Veja abaixo a íntegra da denúncia:

Enquanto alguns no PT comemoram o Vox Populi, Serra já contra-ataca. Vamos deixar claro: essa é a eleição dos movimentos subterrâneos, não captados pelas pesquisas. No primeiro turno, o PT acreditou nas “qualis” e na “eleição decidida”. Os boatos moveram a montanha e levaram Serra (com a mãozinha verde de Marina) para o segundo turno.
    Agora, as pesquisas refletem o bom momento de Dilma, que mudou a pauta semana passada (trouxe à tona Paulo Preto, privatizações e a onda de baixarias).

Só que já há uma nova onda, que pode ter reflexos nas pesquisas da semana que vem: é o terrorismo difuso! Ele vem na forma de panfletos (distribuídos de porta em porta nas áreas mais pobres do Nordeste), com afirmações maldosas sobre a vida sexual de Dilma; e vem , também, na forma de um gigantesco esquema de telemarketing.

No Escrevinhador, já noticiei esse fato aqui.

De ontem, pra hoje, recebi – via twitter e também no blog - dezenas de mensagens de pessoas que receberam ligações. É o telemarketing das sombras em ação.

Alguns exemplos:

- PaulaBeiro @rvianna Hj ligaram aqui para casa (Goiânia) com gravação contra Dilma.

- @Eleitor_2010 Eu achava q o tal telefonema do PSDB falando da Dilma era lenda! Olha o número aí! Acabei d atender: http://twitpic.com/2z1b89

Esse último link traz a foto do bina, com o número que disparou a ligação das trevas.

Porto Alegre parece ter sido a cidade mais bombardeada, nas últimas 24 horas.

Vários leitores (alguns pedem sigilo) informam ter recebido a ligação de um outro número, de São Paulo: (11) 3511-1700. Liguei para lá. Uma mensagem informa que o o telefone “está programado pelo assinante para não receber ligações”.

Com ajuda do tuiteiro “páginadois”, descobrimos o nome da empresa que está autorizada pela Anatel a prestar esse tipo de serviço. A empresa fica no bairro do Paraíso, em São Paulo. Levantamos todos os dados: endereço, sócios etc. Preservamos o nome da empresa porque – aparentemente – é apenas uma prestadora de serviço.

Pode ter sido contratada para dar suporte à central de telemarketing – mas sem responsabilidade pelo conteúdo. Basta à campanha de Dilma acionar a PF e o MPE, para saber quem contratou a empresa. É algo que pode ser feito rapidamente.

O que pode ser feito também: quem receber a ligação deve tentar gravá-la. Várias secretárias eletrônicas têm esse serviço!

Há mais números de telefone, e nomes de outras empresas de telefonia. Marco Aurelio Weissheimer, do RS Urgente, também está investigando o assunto.

Mas a campanha do terror difuso não se restringe ao telemarketing.

- Há os panfletos religiosos (alguns apreendidos, mas milhares de outros sendo produzidos e estocados). Estamos checando nesse momento a denúncia de uma outra gráfica com panfletos contra Dilma.

- Ao mesmo tempo, surgem em São Paulo faixas como a que reproduzo abaixo.



Pelo twitter, comentaristas dizem que militantes pró-Dilma já teriam ido ao local e retirado as faixas -http://twitpic.com/2z177k.

São apenas alguns exemplos do que será a campanha até dia 31. Quem acredita em eleição já definida não conhece o “Coiso”. Botou na cabeça que deve ser o próximo presidente. Se tiver que criar um clima de conflagração pra isso, vai criar!

Pode-se esperar qualquer coisa até o dia da eleição.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Michel Chossudovsky: Preparar a 3ª Guerra Mundial; Objetivo Irã

"EUA e Israel estão na iminência de desferir um ataque contra o Irã. A concentração de poderosas forças aeronavais no Golfo seria o prólogo de bombardeios devastadores de objetivos estratégicos, segundo planos há muito elaborados. Especialistas do Pentágono afirmam, porém, que a utilização de armas convencionais no bombardeio das instalações nucleares subterrâneas de Natanz seria ineficaz, sugerindo o uso de armas atômicas táticas". Artigo de Michel Chossudovsky, reproduzido de O Diário.Info.

A humanidade está numa encruzilhada perigosa. Os preparativos de guerra para atacar o Irã estão em "avançado estado de preparação". Sistemas de alta tecnologia, incluindo armas nucleares, estão totalmente preparados.

Esta aventura militar tem estado na mesa de planeamento do Pentágono desde meados da década 1990. Primeiro o Iraque, depois o Irã, de acordo com documentos desclassificados de 1995 do Comando Central dos EUA.

A escalada faz parte da agenda militar. Além do Irã – é o próximo objetivo juntamente com a Síria e o Líbano – este desenvolvimento estratégico militar também ameaça a Coreia do Norte, a China e a Rússia.

Desde 2005, os EUA e os seus aliados, incluindo os interlocutores dos Estados Unidos na Otan e Israel, estão envolvidos num amplo desenvolvimento e armazenamento dos sistemas de armas avançadas.

Os sistemas de defesa aérea dos EUA, dos países membros da Otan e Israel estão totalmente integrados.

É um trabalho coordenado pelo Pentágono, a Otan e a Força de Defesa de Israel (FID), com a ativa colaboração de vários países da Otan e outros não integrados nesta estrutura, incluindo os Estados árabes (os membros da Otan do Diálogo do Mediterrâneo e a Iniciativa de Cooperação de Istambul), Arábia Saudita, Japão, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Cingapura e Austrália, entre outros. Fazem parte da Otan 28 Estados; outros 21 países são membros do Conselho da Aliança Euro-Atlântica (EAPC); o Diálogo Mediterrâneo e a Iniciativa de Cooperação de Istambul é formada por 10 países árabes e Israel.

O papel do Egito, dos Estados do Golfo e da Arábia Saudita dentro da aliança militar ampliada é de particular relevância: o Egito controla o trânsito dos navios de guerra e petroleiros no Canal de Suez; a Arábia Saudita e os Estados do Golfo ocupam a costa ocidental sul do Golfo Pérsico, o Estreito de Ormuz e o Golfo de Omã.

No princípio de junho, "o Egito informou que permitiu a passagem pelo Canal de Suez de onze barcos dos EUA e de Israel, num aparentemente aviso… ao Irã. Em 12 de junho, alguns meios de comunicação regionais informaram que os sauditas tinham dado autorização a Israel para sobrevoar o seu espaço aéreo" (Mirak Weissbach Muriel, Israel’s Insane War on Iran Must Be Prevented, Global Research, 31 de julho de 2010).

Na doutrina militar nascida do 11 de Setembro, o desenvolvimento massivo de armamento militar definiu-se como parte integrante da chamada "Guerra Global contra o Terrorismo", dirigido contra organizações terroristas "não estatais" como a al-Qaida e os chamados "Estados patrocinadores do terrorismo", como o Irã, a Síria, o Líbano e o Sudão.

A criação de novas bases militares dos EUA e o armazenamento dos sistemas de armas avançadas, incluindo as armas nucleares táticas, etc. fazem parte da preventiva "doutrina militar defensiva" sob o guarda-chuva da "Guerra Global contra o Terrorismo".

Guerra e crise econômica

As consequências de um ataque de um ataque intenso dos Estados Unidos, da Otan e Israel contra o Irã são de longo alcance.

A guerra e a crise econômica estão intimamente relacionadas, A economia de guerra é financiada por Wall Street, que surge como credor da administração dos EUA.

Os produtores de armas são os destinatários de bilhões de dólares do Departamento de Defesa dos EUA, como forma de pagamento dos contratos de aquisição de sistemas de armas avançadas.

Por sua vez, "a batalha do petróleo" no Oriente Médio serve diretamente os interesses das petrolíferas gigantes anglo-estadunidenses. Os EUA e os seus aliados estão "a tocar os tambores da guerra" num momento de uma depressão econômica mundial, para não falar da catástrofe ambiental, mais grave da história mundial. Numa amarga jogada, um dos grandes jogadores (BP) do tabuleiro de xadrez geopolítico da Ásia Central no Oriente Médio, a antigamente conhecida como Anglo-Persian Oil, foi a instigadora da catástrofe ecológica no Golfo do México.

Meios de desinformação

A opinião pública, influenciada pelo bombardeio dos meios de comunicação social, apoia tacitamente, indiferente ou ignorando os possíveis impactos do que se mantém como um ad hoc "punitivo", uma operação dirigida contra as instalações nucleares do Irã em vez de uma guerra total.

Os preparativos para a guerra incluem o desenvolvimento do fabrico de armas nucleares nos EUA e Israel.

Neste contexto, as consequências devastadoras de uma guerra nuclear trivializam-se ou, pura e simplesmente não se mencionam.

A crise "real" que ameaça a humanidade é o "aquecimento global" segundo os mídia e o governo, não a guerra.

A guerra contra o Irã apresenta-se à opinião pública como um tema entre vários outros. Não se apresenta como uma ameaça à "Mãe Terra", como o caso do aquecimento global. Não é notícia de primeira página. O fato de um ataque contra o Irã poder levar a uma potencial escalada e desencadear uma "guerra global" não é motivo de preocupação.

Culto da morte e da destruição

A máquina global de matar também é sustentada pelo culto da morte e da destruição que inunda os filmes de Hollywood, para não referir as guerras em prime time e as séries de televisão sobre delinquência.

Este culto da matança é apoiado pela CIA e pelo Pentágono, que também apoiou (financiou) produções de Hollywood como instrumentos de propaganda da guerra.

O ex-agente da CIA Bob Baer disse: "Há uma simbiose entre a CIA e Hollywood" e revelou que o ex-diretor da CIA, George Tenet, se encontra atualmente em Hollywood, a falar com os estúdios. (Mathew Alford and Robbie Graham, Lights, Camera… Covert Action: The Deep Politics of Hollywood, Global Research, 31 de janeiro de 2009).

A máquina de matar desenvolve-se a nível global no quadro da estrutura de comando de combate unificado. E, habitualmente, mantém-se nas instituições do governo, mídia corporativos e mandarins e inteletuais às ordens da Nova Ordem Mundial, desde os think thanks de Washington e os institutos de investigação de estudos estratégicos, como instrumentos indiscutível da paz e da prosperidade mundiais. A cultura da morte e da violência gravou-se na consciência humana.

A guerra é largamente aceita como parte de um processo social: a Pátria tem que ser "defendida" e protegida.

A "violência legitimada" e as execuções extrajudiciais contra os "terroristas" mantêm-se nas democracias ocidentais, como instrumentos necessários de segurança nacional.

Uma "guerra humanitária" é sustentada pela chamada comunidade internacional. Não é condenada como um ato criminoso. Os seus principais arquitetos são recompensados pelas suas contribuições para a paz mundial. Quanto ao Irã, o que se está a desenvolver é a legitimação direta da guerra em nome de uma ilusória teoria de segurança mundial.

Um ataque aéreo "preventivo" contra o Irã levaria a uma escalada

Na atualidade há três teatros de guerra separados no Oriente Médio-Ásia Central: Iraque, Afeganistão/Paquistão e Palestina.

Se o Irã for objeto de um ataque aéreo "preventivo" pelas forças aliadas, toda a região, do Mediterrâneo Oriental à fronteira ocidental da China com o Afeganistão e Paquistão, poderia rebentar o que potencialmente conduz a um cenário da Terceira Guerra Mundial.

A guerra também se estenderia ao Líbano e à Síria. É muito pouco provável que os ataques, se tivessem lugar, ficassem circunscritos às instalações nucleares do Irã, como afirmam as declarações oficiais dos EUA e da Otan. O mais provável é um ataque aéreo, tanto a infra-estruturas militares como civis, sistemas de transporte, fábricas e edifícios públicos.

O Irã, com uma estimativa de dez por cento do petróleo mundial, ocupa o terceiro lugar mundial das reservas de gás, depois da Arábia Saudita (25%) e Iraque (11%) do total mundial das reservas. Em contrapartida, os EUA têm menos de 2,8% das reservas mundiais de petróleo (Ver Eric Waddel, The Battle for Oil, Global Research, Dezembro de 2004).

É de importância vital a recente descoberta no Irã, em Soumar e Halgan, das segundas maiores reservas mundiais conhecidas que se estimam em 12,4 bilhões de pés cúbicos. Atacar o Irã não só consiste em recuperar o controle anglo-estadunidense, mas também questiona a presença e influência da China e da Rússia na região.

O ataque planificado contra o Irã faz parte de um mapa global coordenado de orientação militar. Faz parte da "longa guerra do Pentágono" uma lucrativa guerra sem fronteiras, um projeto de dominação mundial, uma sequência de operações militares.

Os planificadores militares dos EUA e da Otan previram diversos cenários de escalada militar. Estão perfeitamente conscientes das implicações geopolíticas, a saber, que a guerra poderá estender-se para além da região do Oriente Médio à Ásia Central. Os efeitos econômicos sobre os mercados de petróleo, etc. também foram analisados. Enquanto o Irã, a Síria e o Líbano são os objetivos imediatos, a China, a Rússia, a Coreia do Norte, para não falar da Venezuela e Cuba, são também objeto de ameaças dos EUA.

Está em jogo a estrutura das alianças militares. Os desenvolvimentos militares da Otan-EUA-Israel, incluindo as manobras militares e exercícios realizados na Rússia e nas suas fronteiras imídiatas com a China têm uma relação direta com a guerra proposta contra o Irã.

Estas ameaças veladas, incluindo o seu calendário, constituem um aviso claro aos antigos poderes da era da Guerra Fria, para evitar que possam interferir num ataque dos EUA contra o Irã.

Guerra mundial

O objetivo estratégico a médio prazo é chegar ao Irã e neutralizar os seus aliados, através da diplomacia da canhonheira. O objetivo militar a longo prazo é dirigido diretamente à China e à Rússia.

Ainda que o Irã seja o objetivo imediato, o desenvolvimento militar não se limita ao Oriente Médio e Ásia Central. Foi formulada uma agenda militar global.

O desenvolvimento das tropas da coligação e os sistemas de armas avançadas dos EUA, da Otan e dos seus parceiros estão a produzir-se em todas as principais regiões do mundo.

As recentes ações dos militares dos EUA diante da costa da Coreia do Norte sob a forma de manobras, são parte do plano global.

Os exercícios militares, os simulacros de guerra, o desenvolvimento de armas, etc., dos EUA, da Otan e dos seus aliados que estão a ser levados a cabo simultaneamente nos principais pontos geopolíticos, são dirigidos principalmente contra a Rússia e a China,
  • A península da Coreia do Norte, o Mar do Japão, o Estreito de Taiwan, o Mar Meridional da China, ameaçam a China.
  • O desenvolvimento de mísseis Patriot na Polônia, o centro de alerta rápido na República Tcheca, ameaçam a Rússia.
  • Movimentações navais na Bulgária e Roménia no Mar Negro, ameaçam a Rússia.
  • Movimentações de tropas da Otan e dos EUA na Geórgia.
  • Um intenso movimento naval no Golfo Pérsico, incluindo submarinos israelenses dirigidos contra o Irã.
  • Ao mesmo tempo, o Mediterrâneo Oriental, o Mar Negro, o Caribe, a América Central e a região Andina na América do Sul, são zonas de militarização em curso. Na América Latina e no Caribe as ameaças dirigem-se contra a Venezuela e Cuba.

"Ajuda militar" dos EUA

Por sua vez, transferências de armas em grande escala tiveram lugar sob a bandeira dos EUA como "ajuda militar" a países selecionados, incluindo US$ 5 bilhões de dólares num acordo de armamento com a Índia que se destina a melhorar as capacidades da Índia perante a China (Huge U.S.-Índia Arms Deal To Contain China, Global Times, 13 de julho de 2110).

"[A venda de armas] significará melhorar as relações entre Washington e Nova Deli e, de forma deliberada ou não, terá o efeito de conter a influência da China na região". (Citado em Rick Rozoff, Confronting both China and Russia: U.S. Risks Military Clash With China In Yellow Sea, Global Research, 16 de julho de 2010).

Os EUA conseguiram acordos de cooperação com alguns países do sul da Ásia Oriental, como Cingapura, Vietnã e Indonésia, incluindo a sua "ajuda militar" e a participação em manobras militares dirigidas pelos Estados Unidos no Pacífico (julho-agosto de 2010). Estes acordos são de apoio às implementações de armas apontadas à República Popular da China. (Ver Rick Rozoff, Confronting both China and Russia: U.S. Risks Military Clash With China In Yellow Sea, Global Research, 16 de julho de 2010).

Do mesmo modo, e mais diretamente relacionado com o ataque planificado contra o Irã, os EUA estão a armar os Estados do Golfo Pérsico (Barein, Kuwait, Catar e os Emiratos Árabes Unidos) com o interceptador de mísseis terra-ar, Patriot Advanced Capability-3 e a Terminal High Altitude Area Defense (THAAD), bem como as instalações padrões de mísseis mar-3 interceptadores instalados em navios de guerra da classe Aegis no Golfo Pérsico. (Ver Rozoff Rick, Otan’s Role In The Military Encirclement Of Iran, 10 de fevereiro de 2010).

Calendários de armazenamento militar e de implementação

O que é crucial nas transferências de armas dos EUA para os parceiros e aliados é o momento real da entrega e o seu desenvolvimento. O lançamento de uma operação militar patrocinada pelos EUA, ocorreria normalmente quando estes sistemas de armas estejam instalados, depois do efetivo desenvolvimento da aplicação da capacitação do pessoal. (Por exemplo da Índia).

Do que estamos a falar é de um desenho militar mundial, cuidadosamente coordenado e controlado pelo Pentágono, com a participação das forças armadas combinadas de mais de quarenta países. Este desenvolvimento militar multinacional mundial é, no mínimo, o maior desenvolvimento de sistemas de armas avançadas da história.

Por sua vez, os EUA e os seus aliados estabeleceram novas bases militares em diferentes partes do mundo. "A superfície da Terra está estruturada como um enorme campo de batalha". (Ver Jules Dufour, The Worldwide Network of US Military Bases, Investigación Global, 01 de julho de 2007).

Comando Unificado da estrutura geográfica dividida em comandos de combate baseia-se numa estratégia de militarização a nível global. "Os militares dos EUA têm bases em 63 países. Há sinais de novas bases militares construídas a partir de 2001 em sete países. No total, há 255.065 militares deslocados dos EUA em todo o mundo". (Ver Jules Dufour, The Worldwide Network of US Military Bases, Investigación Global, 1 de julho de 2007).

Cenário da Terceira Guerra Mundial

Este desenvolvimento militar dá-se em várias regiões ao mesmo tempo e sob coordenação dos comandos regionais dos EUA, com a participação no armazenamento dos arsenais dos EUA e dos aliados dos EUA, alguns deles seus antigos inimigos, como o Vietnã e o Japão.

O contexto atual caracteriza-se por uma acumulação militar global controlada por uma superpotência mundial que utiliza os seus aliados para desencadear numerosas guerras regionais.

Diferentemente da Segunda Guerra Mundial, que também foi uma conjugação de diferentes locais de uma guerra regional, é que com a tecnologia de comunicações e sistemas de armas da década de 40, não havia possibilidades de uma estratégia em "tempo real" para a coordenação das ações militares entre as grandes regiões geográficas.

A guerra mundial baseia-se no desenvolvimento coordenado de uma única potência militar dominante, que supervisiona as ações dos seus aliados e parceiros.

Com excepção de Hiroshima e Nagasaki, a Segunda Guerra Mundial caracterizou-se pelo uso de armas convencionais. Agora a planificação de uma guerra mundial baseia-se na militarização do espaço extra-terrestre.

Se uma guerra contra o Irã tiver lugar, não será só o uso de armas nucleares, mas toda a gama de novos sistemas de armas avançadas, inclusive armas eletrométricas e técnicas de alteração ambiental (ENMOD) que se utilizarão.

O Conselho de Segurança da ONU

O Conselho de Segurança aprovou no princípio de junho uma quarta rodada de sanções de amplo alcance contra a República Islâmica do Irã que incluem o embargo de armas e "controles financeiros mais apertados".

Numa amarga ironia, esta resolução foi aprovada dias depois da negativa, pura e dura, do Conselho de Segurança das Nações Unidas de adotar uma moção de condenação de Israel pelo seu ataque à Flotilha pela Liberdade de Gaza em águas internacionais.

Tanto a China como a Rússia, pressionadas pelos Estados Unidos, apoiaram o regime de sanções do Conselho de Segurança, em prejuízo próprio. A sua decisão no Conselho de Segurança contribui para debilitar a sua própria aliança militar, a Organização de Cooperação de Shangai (OCS), em que o Irã tem o estatuto de observador. A resolução do Conselho de Segurança congela os próprios acordos de cooperação militar e econômica entre a China e a Rússia com o Irã. Isto tem graves repercussões no sistema de defesa aérea do Irã, que em parte depende da tecnologia e experiência da Rússia.

A Resolução do Conselho de Segurança, de fato, dá "luz verde" para desencadear uma guerra preventiva contra o Irã.

A inquisição estadunidense: a construção de um consenso político para a guerra

Em coro, as mídias ocidentais qualificaram o Irã como uma ameaça à segurança mundial devido a um suposto (inexistente) programa de armas nucleares. Fazendo eco das declarações oficiais, os meios de comunicação estão agora a exigir bombardeios punitivos dirigidos contra o Irã a fim de salvaguardar Israel.

As mídias tocam os tambores da guerra. O objetivo é inculcar na consciência interna das pessoas, através da repetição até à saciedade da publicação de relatórios com a ideia de que a ameaça iraniana é real e que a república islâmica deve ser "expulsa".

O processo de criação de consenso para a guerra é semelhante à Inquisição espanhola. Procuram a submissão à ideia que a guerra é uma tarefa humanitária.

A verdadeira ameaça à segurança global vem da aliança Estados Unidos-Otan-Israel, no entanto, a realidade num ambiente inquisitorial é ao contrário: os belicistas estão comprometidos com a paz, as vítimas da guerra são apresentadas como os protagonistas da guerra.

Se em 2006 quase dois terços dos estadunidenses se opunham a uma ação militar contra o Irã, segundo uma sondagem recente da Reuter-Zogby, agora uma sondagem indica que 56% dos estadunidenses são a favor de uma ação militar da Otan contra o Irã.

A criação de um consenso político que se baseia numa mentira não pode, no entanto, confiar unicamente nos que são a fonte da mentira.

Os movimentos contra a guerra nos EUA, que em parte já foram infiltrados, assumiram uma posição frouxa em relação ao Irã. O movimento contra a guerra está dividido. A ênfase põe-se nas guerras que já estão a ser feitas (Afeganistão e Iraque) em vez de se oporem com força a guerras em preparação e que se encontram atualmente no estirador do Pentágono.

Desde a posse da administração Obama que o movimento contra a guerra perdeu parte do seu ímpeto.

Por outro lado, os que se opõem ativamente contra as guerras do Afeganistão e do Iraque não se opõem necessariamente a "bombardeios punitivos" ao Irã nem estes atentados são qualificados como um ato da guerra que poderá ser o prelúdio da Terceira Guerra Mundial.

A escalada de protestos contra a guerra ao Irã tem sido mínima em comparação com as manifestações massivas que precederam os bombardeios de 2003 e a invasão do Iraque.

Diplomaticamente, a operação Irã não teve a oposição da China e da Rússia, mas conta com o apoio dos governos dos Estados árabes de primeira linha que estão integrados no diálogo Otan-Mediterrâneo e conta também com o apoio tácito da opinião pública ocidental.

Fazemos um apelo às pessoas de todos os países, na América, na Europa Ocidental, em Israel, na Turquia e em todo o mundo para que se levantem contra este projeto militar, contra os governos que apoiam a ação militar contra o Irã, contra os meios de comunicação que servem para camuflar as devastadoras consequências de uma guerra contra o Irã.

Essa guerra é uma loucura

A Terceira Guerra Mundial é terminal. Albert Einstein compreendia os perigos da guerra nuclear e a extinção da vida na Terra, que já começou com a contaminação radioativa resultante da utilização de urânio empobrecido. "Não sei com que armas se lutará na Terceira Guerra Mundial, mas na Quarta Guerra Mundial lutar-se-á com paus e pedras".

Os meios de comunicação, os inteletuais, os cientistas e os políticos, em coro, ofuscam a verdade não contada, a saber, que a guerra que utiliza ogivas nucleares destrói a humanidade, e que este complexo processo de destruição gradual já começou.

Quando a mentira se converte em verdade já não há volta atrás

Quando a guerra é apresentada como uma tarefa humanitária, a justiça e todo o sistema jurídico internacional estão de pernas para o ar: o pacifismo e o movimento contra a guerra são criminalizados. Opor-se à guerra converte-se num ato criminoso.

A mentira deve ser exposta como aquilo que é e faz.

Aprova a matança indiscriminada de homens, mulheres e crianças.

Destroi famílias e pessoas. Destroi o compromisso das pessoas com os seus semelhantes.

Impede as pessoas de expressarem a sua solidariedade com os que sofrem. Defende a guerra e o estado policial como a única via.

Destroi o internacionalismo.

Romper com a mentira significa romper com um projeto criminosos de destruição global, onde a procura do lucro é a sua força primordial.

Este lucro incentiva a agenda militar, destrói valores humanos e transforma as pessoas em zombis inconscientes.

Vamos inverter a maré.

Desafio aos criminosos de guerra em altos cargos e nas poderosas corporações e grupos de pressão que os apoiam.

Fim da inquisição estadunidense.

Fim da cruzada militar Estados Unidos-Otan-Israel.

Encerramento das fábricas de armas e das bases militares.

Retirada das tropas.

Os membros das Forças Armadas devem desobedecer às ordens e recusarem-se a participar numa guerra criminosa.


Michel Chossudowsky, amigo e colaborador de odiario.info, é professor emérito da Universidade de Ottawa, Canadá. Este texto foi publicado em
www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=20403

Tradução de José Paulo Gascão para O Diário.Info

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

José Serra: Primeiro a Favela Cenográfica. Agora, Armação no Debate Folha/Uol

Armação no debate Folha/UOL: Assessor do PSDB é escolhido para fazer pergunta 'de internauta' a Serra

Fonte: Amigos do Presidente Lula 

Durante o debate Folha/UOL, duas perguntas "de internautas" dirigidas para Serra – uma sobre o loteamento de cargos, outra sobre impostos – chamaram atenção, por parecer combinada, sob encomenda para o demo-tucano.

“Foram vocês que mandaram as perguntas, né?”, ironizaram os assessores de Dilma e Marina, para os de Serra.

"Aí é moleza, Aith!", disse Antonio Palocci para Márcio Aith, assessor de Serra, ao ouvir pergunta sobre loteamento de cargos, tema sempre usado pelo tucano. "Registra em ata", devolveu Aith. A ironia de Palocci se confirmou

O "internauta" Kleber Maciel Lage, "escolhido entre milhares", para fazer uma pergunta a Serra, é  o "Assessor Técnico da Liderança do PSDB na Câmara dos Deputados", desde 2001.

Foi escolhido para fazer a singela pergunta, contra o "atual governo":

"A sua candidatura faz críticas ao aparelhamento do Estado e ao uso de cargos por parte do atual governo. É público e notório que as alianças políticas no passado recente da, aspas, democracia, são feitas na base do “toma-lá dá-cá” de cargos, como mudar esse cenário?"

Ironia das ironias, a pergunta sobre “toma-lá dá-cá” de cargos, foi feita justamente por alguém que ocupa cargo público na base do “toma-lá dá-cá”, na Câmara dos deputados, na liderança do PSDB.

E quanto à Folha/UOL, depois disso, ainda quer que a gente não ria quando falam que são "apartidários" e "isentos".

Para quem quiser mandar uma mensagem para o Kleber o email é esse:  Liderança do PSDB na câmara:  kleber.lage@camara.gov.br

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

PT responde às acusações do PSDB e da Revista Veja

Justiça Eleitoral concede direito de resposta ao PT pelas acusações sem prova feitas por Índio da Costa, vice de Serra e pela Revista VEJA.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Administração Serra: Estrada reformada não dura nem um ano em SP

Saiu no Uol notícias

DE SÃO PAULO, 27/07/2010

A auditoria do TCE (Tribunal de Contas do Estado) em estradas que passaram por obras em São Paulo encontrou ao menos um tipo de defeito em 70% das vistoriadas, um ano após a conclusão definitiva da reforma.
Uma delas foi a "recuperação" da estrada vicinal entre Quadra e Guareí, a 184 km de SP. A construtora entregou a obra em outubro de 2008 e recebeu R$ 6,34 milhões pelo serviço em 22 km. Após menos de seis meses, já estava deteriorada.
O DER (Departamento de Estradas de Rodagem), então, exigiu que vários pontos fossem refeitos. Não adiantou, conforme verificou na semana passada a reportagem da Folha, que esteve no local e registrou as imagens para este vídeo a seguir. Leia a reportagem de Alencar Izidoro na Folha desta terça-feira.

Veja o vídeo aqui

Pedágio: Paulistas já pagaram neste ano mais de R$ 3 bilhões. Acompanhe os Números no Pedagiômetro ao lado

Fonte: Brasília Confidencial
07/07/2010

    R$ 3.014.689.325,82. Era esta, até o fechamento da edição de hoje de Brasília Confidencial, a fortuna arrecadada a partir do início deste ano nas praças de pedágio espalhadas pelas rodovias estaduais de São Paulo. O cálculo é do site Pedagiômetro (www.pedagiometro.com.br), que monitora em tempo real o volume de dinheiro que entra nos guichês das concessionárias de estradas.

    Os criadores do pedagiômetro, Eric Mantoani e Keffin Gracher, dizem que os pedágios paulistas arrecadam R$ 168 por segundo, o que dá R$ 605.100 por hora e beira os R$ 435,6 milhões por mês. O cálculo é feito com base nos relatórios de arrecadação que as concessionárias apresentam anualmente à Assembleia Legislativa. A ideia é conscientizar as pessoas sobre os gastos.

    “Quisemos dar transparência sobre informações a que o cidadão não tem acesso, uma forma de buscar controle social”, declarou Gracher ao jornal Todo Dia, de Americana.

    A página entrou no ar na última quinta-feira, dia em que passaram a valer as novas tarifas autorizadas pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transporte do Estado (Artesp).

    O Movimento Estadual contra os Pedágios Abusivos do Estado calculou recentemente que os sucessivos governos do PSDB, que vêm privatizando estradas há 12 anos, acumularam nos cofres aproximadamente R$ 8,4 bilhões. O movimento afirma que rodovias estaduais já foram totalmente pagas pelos contribuintes, mas as tarifas continuam caras porque o governo paulista segue cobrando das concessionárias a outorga pela exploração das estradas.

    Há alguns dias, um dos responsáveis pela concessão das estradas estaduais, o ex-governador e atual candidato ao governo, Geraldo Alckmin, tenta se eximir de responsabilidade pelo programa e também pelo alto custo do pedágio. Alckmin passou a identificar abusos nos pedágios que ajudou a criar.

    “Há alguns casos em que a pessoa percorre um trecho menor e acaba pagando uma tarifa maior do que se ela fosse quilométrica. Alguns pontos precisam ser revistos”.

    Alckmin ainda não explicou porque não fez essas revisões quando governou São Paulo, nem quando ajudou José Serra a governar e nem como pretende fazê-las se for eleito agora.

    Os candidatos a governador Aloizio Mercadante (PT) e Paulo Skaf (PSB) têm criticado duramente o custo do pedágio.

    “Alckmin é o pedágio, eu sou o caminho”, vem repetindo Mercadante, que anunciou a intenção de renegociar os contratos com as concessionárias.

    Na opinião de Skaf, “o que se cobra em São Paulo é um roubo”

Paulo Henrique Amorim derrota Gilmar "Dantas" Mendes na Justiça

Presidente do Supremo perde na Justiça.
O que isso significa ?

    Publicado em 27/07/2010

Dr Pertence, sua biografia contém páginas mais nobres

O Juiz Luiz Renato Pacheco Chaves de Oliveira, da 4ª. Vara da Justiça Federal de São Paulo, a pedido da procuradora federal Adriana Scordamaglia, arquivou ação criminal que o ex-presidente do Supremo, Gilmar Mendes, moveu contra este ordinário blogueiro e quatro jornalistas da IstoÉ.

Consultei o notável jornalista Mauro Santayana e ele me assegurou  que nunca dantes na História deste país um Presidente do Supremo perdeu na Justiça criminal uma causa que tivesse movido contra jornalistas.

Ainda mais que o escritório que o defendeu, o de Sergio Bermudes, tem como “consultor geral” um ex-ministro e Presidente do Supremo, Sepúlveda Pertence.

Por que foi possível isso acontecer ?

Porque nunca dantes na História deste país houve um Presidente do Supremo como Gilmar Mendes.

Autoritário, prepotente, desmedido, consumido pela hubris.

Um Presidente Supremo que tentou governar o Executivo e o Legislativo e transformar o Conselho Nacional de Justiça numa corte privada para se vingar do corajoso Juiz Fausto De Sanctis.

Um Presidente do Supremo que chamou o Presidente da República “às falas”.

Que tentou dar, no PiG (*), um Golpe de Estado da Direita.

Que vai se inscrever na História da Justiça do Brasil como o Presidente do Supremo que, em 48 horas, deu dois HCs a um passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas.

Uma “acrobacia”, disse, com elegância, a Procuradora Scordamaglia.

Um Presidente do Supremo que tentou subjugar a Justiça e submetê-la a seus caprichos: intimidar jornalistas e calar a boca deles.

Um Presidente que se revestiu do uso Imperial do Poder.

O que significa essa derrota ?

Primeiro, ele e seus ilustres advogados foram obrigados a assistir, com humildade e atenção, a notável aula de Direito Constitucional da Procuradora Adriana Scordamaglia.

Segundo, ele e seus notáveis advogados tiveram que se submeter à decisão soberana de um Juiz Substituto de Primeira Instância, Dr Luiz Renato Pacheco Chaves de Oliveira, que não se intimidou com um Supremo Presidente do Supremo, com um ex-presidente do Supremo, e um notável jurisconsulto da praça do Rio, advogado de primeira hora de Daniel Dantas.

A intimidação política e a arrogância do Poder se curvaram à Justiça.

Essa decisão tem dois desdobramentos notáveis.

Encoraja outros magistrados a enfrentar Dantas, seus poderosos advogados – e seus aliados.

Dantas não mete mais medo à Justiça.

Além disso, essa notável decisão reforça – clique aqui para ir à aba “Não me calarão” – uma linha de decisões judiciais que marcarão, sem dúvida, a jurisprudência sobre a liberdade de expressão na internet.

E o pai fundador dessa doutrina – de que a Dra Scordamaglia é impecável seguidora – é o Ministro Carlos Ayres Britto, autor da máxima “a liberdade da internet é maior do que a liberdade de imprensa”.

Não bastam as leis emanadas do Legislativo.

A Primeira Emenda à Constituição americana – me ensinava o inesquecível Evandro Lins e Silva –, aquela que impede qualquer lei que ameace a liberdade de expressão, teve que ser ratificada, inúmeras vezes, na Justiça, especialmente na Corte Suprema.

A liberdade de expressão se assegura no Judiciário.

Ou como disse um amigo navegante deste ordinário blog, o Madeira:
Só existe jornalismo independente se houver um Poder Judiciário independente.

Paulo Henrique Amorim (e Madeira)

Em tempo: clique aqui para ler “Blog derrota a treva na Justiça”.
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Serra afirma que salário mínimo será reajustado 'quando possível'



 

Publicado em 26/07/2010, 16:55



O candidato a Presidência da República, José Serra (PSDB), o prefeito Kassab (DEM) e o candidato vice, Índio (DEM), durante encontro com Grupo de Líderes Empresariais (LIDE) realizado no hotel Grand Hyatt (Foto: Marcelo Justo/Folhapress)

São Paulo – O candidato do PSDB à presidência, José Serra, afirmou, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (26), que sua política de reajuste de salário mínimo será de melhorar "quando for possível". Ele não apresentou mais detalhes de quais condições estabeleceria para considerar o aumento.

Questionado pela reportagem da Rede Brasil Atual sobre sua proposta de política de reajuste do salário mínimo, Serra evitou dar detalhes sobre o tema, após participar de uma palestra-almoço com empresários do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo.

Desde 2007, o governo federal mantém um acordo com as centrais sindicais sobre o tema. A fórmula usa a variação da inflação e do Produto Interno Bruto (PIB) para definir o novo piso salarial nacional do país. Na quinta-feira (22), Dilma Rousseff (PT), afirmou que assumiria o compromisso de manter o padrão de reajustes. Marina Silva (PV) ainda não se pronunciou a respeito.

Durante o almoço com empresários, Serra preferiu centrar suas críticas aos aeroportos, ao MST e à economia brasileira. O candidato voltou a citar a transferência dos aeroportos para a iniciativa privada, mas relativizou a importância da Copa do Mundo de 2014 e a sobrecarga dos aeroportos brasileiros. "A Copa não é tudo isso", disse. "O aeroporto de São Paulo já atende 100 mil na época da Fórmula 1", citou.

Convidado pelo anfitrião do evento, João Dória Junior, a fazer uma viagem em voo comum, não de jatinho, o tucano disse que é possível que aceite.

domingo, 25 de julho de 2010

José Serra, entre drogas e alucinações


por Wálter Fanganiello Maierovitch, na CartaCapital

Quando ministro da pasta da Saúde, o atual candidato José Serra jamais se preocupou com a questão das drogas ilícitas, no que tocava ao tratamento do dependente químico e psíquico e na formação dos agentes de saúde. Sua gestão, no particular, foi marcada pelo descaso e pelo desrespeito aos direitos humanos.

No ministério, ele se revelou incapaz de compreender que estava diante de um grave problema de saúde pública. E os aumentos relativos ao consumo e à oferta de drogas ilícitas causavam consequências sociossanitárias de grande monta. Apesar disso, fez de conta que o problema não existia.

Ao primeiro Fórum Nacional sobre drogas ilícitas e álcool, Serra virou as costas. Pela primeira vez realizado no Brasil, tratava-se de um fórum multidisciplinar e voltado a consultar e debater com a sociedade civil uma nova política sobre drogas proibidas, isso nos campos da repressão, da prevenção, do tratamento e da reinserção social. Serra não deu o “ar da graça” ou justificou a ausência, para um auditório de mil participantes.

Como ministro da Saúde, José Serra jamais compareceu às atuais Semanas Nacionais sobre Drogas (englobava o dia estabelecido pelas Nações Unidas para conscientização sobre o problema das drogas proibidas nas suas convenções). O então ministro da Saúde adotava comportamento único, diverso dos que se envolviam: presidente FHC, ministro da Educação, chefes das casas Civil e de Segurança Institucional, secretário nacional de Direitos Humanos, senadores, deputados, governadores, prefeitos, vereadores, procurador-geral de Justiça, ministros do Superior Tribunal de Justiça, advogado-geral da União, sindicalistas, membros de ONGs, líderes empresariais. Até a torcida do Flamengo, dos demais clubes, federações e confederações esportivas. Todos menos Serra.

Como candidato à Presidência, Serra sentiu-se, com relação às drogas ilícitas, legitimado a identificar traficantes internacionais. No dia 26 de maio deste ano, acusou o presidente boliviano Evo Morales de “cumplicidade” com o tráfico de cocaína para o Brasil. Para Serra, 90% da cocaína consumida no Brasil é boliviana e Morales não faz o “controle desse contrabando” (sic para contrabando).

Serra não sabe que para a elaboração do cloridrato de cocaína, a partir da folha de coca, são necessários insumos químicos: éter, acetona etc. A Bolívia não tem indústria química e o Brasil é o maior fornecedor de precursores químicos para os refinadores bolivianos de cocaína. A dupla via não é percebida por Serra, apesar de pagamentos de muitos “pedágios”.

Reza um ditado popular que “quem sai aos seus, não degenera”. O candidato Índio da Costa não degenerou. Seguiu Serra na indicação de traficantes internacionais. Só, trocou Evo Morales pelo Partido dos Trabalhadores (PT). No fundo, uma alucinação de Índio, que se qualifica como candidato à condenação por autoria de crimes contra a honra e, no juízo civil, indenizações por danos morais a todos os filiados do PT.

Nem contumazes criadores de factoides, como as agências norte-americanas DEA e CIA, chegaram ao grau de irresponsabilidade de Índio da Costa, que mostrou a todos o quanto a sua cabeça é desmobiliada.

Por outro lado e no campo das drogas lícitas, Serra, à frente do Ministério da Saúde, deu à questão do alcoolismo um tratamento indigno, ou melhor, não fez nada. Quando prefeito da capital de São Paulo, autorizou o seu secretário de governo a construir obstáculos de modo a impedir que alcoolistas e mendigos continuassem a repousar debaixo dos viadutos e pontilhões. Sua meta era expulsar os carentes para conquistar as elites. Uma “higienização”, à Hitler e Carlos Lacerda.

Ainda quando prefeito, Serra vestiu indumentária fundamentalista e populista antes envergada por Andrew Volstead, autor da chamada Lei Seca, que fez a fortuna da Cosa Nostra sículo-norte-americana, e por Rudolpho Giuliani, que perseguiu violentamente bebedores de cerveja, afrodescendentes e imigrantes. Com a política de “tolerância zero”, Giuliani, depois do seu segundo mandato e quando se percebeu que desrespeitava direitos humanos, encerrou melancolicamente a carreira política: desistiu da candidatura ao Senado, pois não venceria Hillary Clinton. Posteriormente, não conseguiu se habilitar para concorrer à Presidência.

Serra, à época de sua Lei Seca, ignorou ensinamentos fundamentais, ou seja, o de a prevenção ao alcoolismo a começar nas escolas, públicas (municipais e estaduais) e privadas. Mais ainda, não entendeu necessários programas informativos e de tratamento médico nas fábricas e demais locais de trabalho.

Na visão canhestra de Serra, a “lei seca”paulista serviria para baixar os índices de criminalidade. Serra demonstrou desconhecer as verdadeiras causas sociais de aumento da criminalidade: desemprego, desigualdade, discriminação, má distribuição de renda, baixa escolaridade.